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- 20/12/2017 - 21:41
Economia brasileira deve crescer 3% em 2018
 
O Brasil deverá manter para o próximo ano a continuidade do processo de “recuperação cíclica” da economia, com expansão do PIB de 3%, conforme projeção divulgada nesta quarta-feira (20) na Carta Conjuntura 37ª do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Instituto condiciona a continuidade do atual processo de recuperação cíclica da economia, apontando para uma trajetória de convergência gradual rumo a uma situação de crescimento sustentado, ao equacionamento “de modo crucial” da questão fiscal no País.

Para o Ipea, apesar das dificuldades correntes de aprovação, no Congresso Nacional, de medidas fundamentais do ajuste fiscal – em particular a reforma da Previdência – o ambiente externo continuará “provendo liquidez suficiente durante o período de transição, enquanto as medidas de ajuste não forem adotadas”.

As projeções de crescimento de 1,1% para o PIB deste ano se baseiam na expansão da agricultura, do consumo privado, das exportações líquidas e estoques.

“Já o crescimento de 3% projetado para 2018 deve se justificar pelo avanço da indústria e do setor de serviços, e pelos gastos privados de consumo e investimento”, diz o documento.

Em sua publicação sobre as projeções da economia para os próximos meses e para o fechamento de 2018,  economistas do Ipea projetam uma inflação de 2,9% para 2017 e de 4% em 2018.

PIB deve crescer

A avaliação do Grupo de Conjuntura é que o PIB venha a crescer 2,3% neste quarto trimestre do ano em relação ao mesmo trimestre de 2016.

Pela ótica da oferta, a avaliação é de que “todos os componentes devem apresentar taxa de crescimento positivo em relação ao quarto trimestre de 2016: 2,7% para a indústria, 2% para os serviços e 0,4% para a agropecuária.

Já pela ótica da despesa, a previsão é que o consumo das famílias deve crescer 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, e o investimento agregado deve apresentar crescimento de 2,9% na mesma base de comparação – primeira variação positiva desde o primeiro trimestre de 2014.

Importações podem aumentar 7,8%

O Ipea espera “crescimento nulo” do consumo público em 2018. É aguardado, ainda, um aumento mais forte das importações (7,8%) e das exportações (4,3%). “Esta elevada taxa de crescimento das importações é condizente com a expansão da renda doméstica e do investimento ao longo do ano”.

Apesar das elevadas taxas de desemprego, com o país registrando mais de 12 milhões de pessoas desocupadas, segundo dados do IBGE, a Visão Geral da Carta de Conjuntura é de que os dados “apontam que um dos suportes para a recuperação em curso [da economia] tem sido o mercado de trabalho”.

“A taxa de desemprego caiu de 13,7% no primeiro trimestre de 2017 para 12,2% no trimestre encerrado em outubro. Sem ignorar que a taxa de desemprego ainda é muito elevada, e que ainda há 12,7 milhões de pessoas em busca de trabalho, cabe destacar que essa reversão vem ocorrendo mais rapidamente que o esperado”, finaliza o estudo.

 

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