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- 05/10/2018 - 08:31
Tarifa aérea doméstica registra queda de 3,9%

São Paulo. A tarifa aérea doméstica atingiu R$ 321,78 no segundo trimestre deste ano, na média ponderada dos meses e considerando os valores deflacionados pelo IPCA, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na comparação anual, houve queda de 3,9% da tarifa.

No acumulado de 2018, o preço médio da tarifa aérea alcançou R$ 342,94, 1,5% acima do verificado em igual intervalo de 2017, quando os valores fecharam em R$ 337,84. No período, 8% das passagens aéreas comercializadas tiveram preço inferior a R$ 100, e 55,7% ficaram abaixo de R$ 300. As passagens acima de R$ 1.500 representaram 0,6% do total, calcula a Anac.

Já o yield tarifa aérea médio (valor médio por quilômetro pago pelo passageiro) foi de R$ 0,27623 em voos domésticos no segundo trimestre, considerando dados deflacionados. Esse valor corresponde a uma queda de 4,6% na comparação anual.

No trimestre anterior, tanto a tarifa quanto o yield haviam mostrado tendência inversa, aumentando em relação ao primeiro trimestre de 2017, aponta a Anac. Na abertura por empresas, apenas a Azul mostrou aumento na tarifa aérea média, em rotas domésticas, durante o segundo trimestre (+4,0% na base anual).

As tarifas praticadas pelas demais companhias apresentaram queda: 9,3% para a Gol, 5,3% para a Avianca e 4,1% para a Latam. Já para o yield, o comportamento foi de queda para todas as empresas.

Cenário do trimestre

Em relatório, a agência reguladora aponta que a indústria aérea enfrentou alta de custos relevantes às suas operações entre abril e junho. Sobre os preços do combustível – que corresponde a cerca de 30% dos custos e despesas operacionais do transporte aéreo -, a Anac afirma que, na média do trimestre, o valor do litro do querosene de aviação se situou 34,1% acima do patamar do segundo trimestre de 2017.

Já sobre a taxa de câmbio real ante dólar – que afeta a dívida e outros custos contabilizados pelas companhias aéreas -, a Agência aponta uma alta de 12,2% em relação a igual período do ano passado.

“Além disso, houve a greve dos caminhoneiros no mês de maio, afetando o setor aéreo e toda atividade econômica em geral, com impactos observáveis nos índices de preços e no PIB”, complementa a Anac.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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