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- 31/10/2018 - 09:26
Santander Brasil lucra R$ 3,1 bi e mais balanços; Doria rejeita privatizar Sabesp e outros destaques

SÃO PAULO – Os preços do petróleo estão subindo nesta quarta-feira (31) pela primeira vez em três dias. A crescente oferta e os temores sobre as perspectivas de demanda em meio à guerra comercial EUA-China mantém a pressão no mercado. Isso, associado à expectativa pela aprovação da cessão onerosa no Senado, podem impactar os papéis da Petrobras. 

Além disso, atenção para a temporada de resultados, com o Santander Brasil tendo lucro gerencial de R$ 3,108 bilhões, o lucro da Eletropaulo recuando 95% no 3º trimestre, Paulo Guedes disputando com ala militar o comando da Petrobras, Doria rejeitando privatização da Sabesp e mais notícias.

Confira os destaques corporativos desta quarta-feira (31):

Petrobras (PETR3; PETR4)

Em destaque para a companhia, o Senado adiou para esta quarta-feira a votação da urgência para projeto de cessão onerosa de petróleo.

Além disso, segundo a Reuters, a Petrobras poderá obter mais US$ 20 bilhões até o próximo ano caso sejam realizadas as vendas de todos os projetos já anunciados para desinvestimentos.

Dentre os acordos que podem ser concluídos neste ano está a venda da refinaria Pasadena, no Texas, para a Chevron, embora o negócio não deva recuperar o enorme investimento feito pela empresa no ativo. Além disso, a venda de gasodutos no Nordeste também seria importante para atingir o montante projetado para ser realizado até 2019.

Ainda no radar de Petrobras, Paulo Guedes, indicado por Jair Bolsonaro (PSL) como o futuro “superministro” da Fazenda, terá que disputar com a ala militar o comando da estatal. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Roberto Castello Branco, ex-Vale também estaria interessado no cargo.

Com relação à explosão na refinaria de Paulínia (Replan), a Petrobras anunciou ao G1 que a retomada integral deve ocorrer em fevereiro de 2019. Enquanto isso, a liberação das áreas afetadas deve ocorrer de forma gradativa: unidade de craqueamento catalítico em dezembro e a de destilação no próximo ano.

Sabesp (SBSP3)

João Doria, eleito governador de São Paulo, disse ao jornal Valor Econômico que deve manter a Sabesp sob comando do Estado, mas ampliar, no limite máximo, sua capitalização internacional, destinando os recursos à ampliação dos programas de saneamento, coleta e processamento de lixo.

Doria também optou por trocar a presidente da empresa, Karla Bertocco.

RD (RADL3)

A rede de farmácias RD apresentou um lucro líquido de R$ 128,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, resultado 5,6% inferior ao apresentado no mesmo período do ano anterior, mas 3,5% acima da estimativa do mercado. No período, a companhia registrou uma desaceleração do crescimento de vendas nas mesmas lojas e aumento de despesas.

O Ebitda ficou praticamente estável, a R$ 295,25 milhões, enquanto a margem Ebitda recuou para 7,5%, ante 8,3% um ano atrás. No conceito mesmas lojas, as vendas da companhia cresceram 0,8%, contra 7,6% no mesmo período de 2017 e 2,5% no segundo trimestre.

Enquanto a receita bruta consolidada cresceu 10,2%, para R$ 3,94 bilhões, as despesas com vendas aumentaram 14,5%, para R$ 735,4 milhões, e as gerais e administrativas, 5,6%, para R$ 86,1 milhões.

Em relatório intitulado “uma pílula mais ácida para engolir”, a Brasil Plural afirma que os resultados da companhia vieram fracos e que contribuem para acentuar o mal momento da companhia. Segundo eles, apesar de estar expandindo para outras regiões, RD parece estar perdendo espaço no estado de São Paulo.

“A companhia deve prestar atenção para garantir que não perca sua força no estado, uma vez que outros competidores bem estabelecidos podem certamente pegar parte da participação do mercado se ela escorregar – e não será fácil de pegar de volta”, escrevem os analistas.

Cielo (CIEL3)

A Cielo teve um lucro líquido de R$ 812,8 milhões no terceiro trimestre – queda de 20,4% com relação ao mesmo período de 2017. A receita líquida operacional veio em linha com as expectativas do mercado, a R$ 2,96 bilhões.

O Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações, na sigla em inglês) veio abaixo do esperado: R$ 1,15 bilhão, queda de 11,2%. Já as despesas gerais e administrativas fecharam o trimestre em R$ 6,2 milhões, aumento de 69,5% ante os R$ 3,7 milhões gastos pela mesma área no ano passado.

“A Cielo passou por mais um trimestre desafiador do ponto de vista competitivo. Entretanto, a estabilização de algumas métricas indicam que a empresa pode estar começando a ver o reflexo de suas iniciativas em marketing, novos produtos e posicionamento”, escrevem os analistas da equipe de research da XP Investimentos.

Eletropaulo (ELPL3)

A Eletropaulo registrou um lucro líquido de R$ 2,791 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma queda de 95,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reflete, entre outros motivos, o resultado financeiro negativo em R$ 217,4 milhões.

A receita líquida da companhia cresceu 11,6% no trimestre, para R$ 4,2 bilhões, enquanto o Ebitda caiu 9,1% para R$ 366,8 milhões. Já os custos e despesas operacionais tiveram aumento de 12,4% no trimestre, para R$ 3,4 bilhões.

Ainda no radar de Eletropaulo, Max Xavier Lins ocupará o cargo de diretor presidente da companhia em 1º de novembro, substituindo o executivo Charles Lenzi.

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil anunciou um lucro líquido gerencial, que não exclui o ágio de aquisições, de R$ 3,108 bilhões no terceiro trimestre deste ano, valor 20,2% que no mesmo período de 2017 e em linha com as projeções do mercado.

A carteira de crédito ampliada do banco foi a R$ 380,713 bilhões ao final de setembro, incremento de 3,4% ante o fim de junho. Na pessoa física, o crédito alcançou saldo de R$ 125,336 no período, alta de 4,6%. Já a carteira de pessoa jurídica totalizou R$ 125,823 bilhões.

O Santander encerrou setembro com R$ 769,990 bilhões em ativos totais, cifra 4,2% maior ante o fim de junho e 13,8% superior em um ano. Seu patrimônio líquido foi a R$ 64,824 bilhões, elevação de 3,7% e 5,3%, nesta ordem.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias apurou um lucro líquido de R$ 94,7 milhões, uma queda de 24,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida pró-forma (excluindo a receita de construção) atingiu R$ 629,8 milhões no trimestre, abaixo das estimativas do mercado.

O Ebitda pró-forma (excluindo receita e custo de construção e provisão para manutenção) ficou em R$ 442,2 milhões, com margem de 70,2%. A dívida líquida, por sua vez, foi de R$ 4,56 bilhões.

Na opinião do Bradesco BBI, os resultados vieram sólidos e a companhia oferece o “risco-retorno mais atrativo” quando comparado a seus peers. Além disso, os analistas acreditam que a empresa deva continuar perseguindo novas oportunidades no setor de concessionárias.

Smiles (SMLS3)

A Smiles apurou um lucro líquido de R$ 212,1 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 37,5% ante o mesmo período do ano anterior. O Ebitda veio em R$ 231,3 milhões, com margem de 87,8%.

O programa de milhagem atingiu 14,8 milhões de participantes no trimestre, uma expansão de 16,2%. Também houve aumento no volume de vendas acumuladas (alta de 18,8%) e de resgate de milhas (alta de 33,7%).

 

Fonte: InfoMoney

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