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- 18/10/2019 - 07:00
Renova Energia entra com pedido de recuperação judicial com dívida de R$ 3,1 bilhões

A Renova Energia , empresa de geração limpa que tem entre seus controladores a estatal mineira Cemig , entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (16), informou a companhia em comunicado.

O pedido de recuperação judicial contempla obrigações totais de R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 834 milhões correspondentes a débitos “intercompany” e R$ 980 milhões a débitos com os atuais acionistas.

O movimento acontece após o fracasso neste mês de uma tentativa da companhia de vender à AES Tietê o parque eólico Alto Sertão III, que está paralisado por falta de recursos após 90% das obras concluídas. O empreendimento ainda tem dívida de quase R$ 1 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Criada em 2001, a Renova chegou a ser vista como uma das mais promissoras empresas do setor de energia limpa do Brasil e atraiu em 2011 aportes da Cemig e de sua então controlada Light, que queriam utilizar a companhia como veículo para expansão em renováveis.

Mas a empresa passou a sofrer problemas para implementar seu ousado plano de negócios após o cancelamento de uma associação com a norte-americana SunEdison em 2015 e em meio a dificuldades financeiras à época em suas controladoras Cemig e Light. Com isso, entrou em um longo processo de reestruturação e vendas de ativos.

Agora, com o plano de recuperação, a Renova disse que “pretende restabelecer seu equilíbrio econômico-financeiro e honrar os compromissos assumidos com seus diversos stakeholders”.

A companhia também afirmou que pretende “em um futuro próximo, retomar uma trajetória de crescimento sustentável, dentro das reais possibilidades operacionais e financeiras da Renova e de seus acionistas”.

A Renova é controlada atualmente pela elétrica mineira Cemig e pelo fundo CG I, que reúne participações em empresas de seus fundadores, Ricardo Lopes Delneri e Renato do Amaral.

A empresa ainda tem como acionistas relevantes o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar), com 5% do capital, e o FIP Caixa Ambiental, com 3,93%.

A Light, que fazia parte do bloco de controle, deixou em definitivo a empresa de geração renovável na terça-feira, ao concluir a venda de sua participação de 17% na companhia ao fundo CG 1 por valor simbólico de R$ 1.

A decisão de deixar o negócio aconteceu na sequência de uma oferta de ações em julho, após a qual a Light deixou de ser controlada pela Cemig.

Além das dificuldades financeiras, a Renova Energia chegou a ser alvo de uma operação policial que ganhou o nome de “O Vento Levou…”.

A operação, que teve ações em abril e julho, investiga possíveis desvios de recursos injetados na Renova pela Cemig por meio de supostos contratos superfaturados.

Os ativos da Renova Energia incluem um amplo portfólio de projetos de geração eólica, incluindo o parque Alto Sertão III, na Bahia, que terá 438 megawatts quando concluído. A companhia também tem pequenas centrais hidrelétricas operacionais, que controla por meio da Brasil PCH e da Energética Serra da Prata.

Mas o pedido de recuperação judicial não inclui a Brasil PCH e a Serra da Prata, “pois são empresas operacionais e financeiramente equacionadas”, de acordo com o comunicado da Renova.

A empresa listou no pedido de recuperação judicial a holding Renova Energia, a Renova Comercializadora de Energia e diversas outras subsidiárias.

A negociação das ações da Renova na bolsa B3 foi suspensa até as 11h do pregão desta quarta-feira devido ao ajuizamento do pedido de recuperação.

Procurada, a Cemig não respondeu de imediato a um pedido de comentários sobre a situação da Renova. O BNDES também não comentou de imediato. Não foi possível contato com representantes do fundo CG 1.

A Renova Energia, empresa de geração limpa que tem entre seus controladores a estatal mineira Cemig, entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (16), informou a companhia em comunicado.

O pedido de recuperação judicial contempla obrigações totais de R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 834 milhões correspondentes a débitos “intercompany” e R$ 980 milhões a débitos com os atuais acionistas.

O movimento acontece após o fracasso neste mês de uma tentativa da companhia de vender à AES Tietê seu parque eólico Alto Sertão III, que está paralisado por falta de recursos após 90% das obras concluídas. O empreendimento ainda tem uma dívida de quase R$ 1 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Criada em 2001, a Renova chegou a ser vista como uma das mais promissoras empresas do setor de energia limpa do Brasil e atraiu em 2011 aportes da Cemig e de sua então controlada Light, que queriam utilizar a companhia como veículo para expansão em renováveis.

Mas a empresa passou a sofrer dificuldades após o fracasso em 2015 de uma associação com a norte-americana SunEdison, o que levou a um longo processo de reestruturação e vendas de ativos.

Após o mais recente contratempo, com o fim das negociações com a AES Tietê, a Light, que não é mais controlada pela Cemig desde uma oferta de ações em julho, anunciou na segunda-feira que vendeu sua fatia de 17% na Renova por 1 real ao fundo CG 1, que reúne participações em empresas dos fundadores da Renova, Ricardo Lopes Delneri e Renato do Amaral.

Nesta quarta-feira, a Renova disse que o plano de recuperação “pretende restabelecer seu equilíbrio econômico-financeiro e honrar os compromissos assumidos com seus diversos stakeholders e, em um futuro próximo, retomar uma trajetória de crescimento sustentável, dentro das reais possibilidades operacionais e financeiras da Renova e de seus acionistas”.

O bloco de controle da Renova é formado pela Cemig e pelo fundo CG I, dos fundadores da companhia, que ainda tem como acionistas relevantes o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar), com 5% do capital, e o FIP Caixa Ambiental, com 3,93%.

Fonte: G1

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