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- 12/09/2019 - 07:00
QuintoAndar é o mais novo unicórnio brasileiro

A startup QuintoAndar se juntou, nesta terça-feira, ao pequeno grupo de empresas brasileiras com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão. Em outras palavras, a startup fundada em 2012, por André Penha e Gabriel Braga, se tornou o mais novo unicórnio brasileiro.

São chamados “unicórnios” as startups que atingem valor de mercado maior ou igual a US$ 1 bilhão. O termo surgiu como referência às lendas do Vale do Silício que inspiram os sonhos de empreendedores do mundo todo.

Nesta terça-feira, o QuintoAndar, que atua com alugueis de imóveis, recebeu uma nova rodada de investimentos de US$ 250 milhões, que teve a participação do fundo de capital de risco japonês SoftBank.

Também participaram do investimento Dragoneer, Kaszek Ventures e General Atlantic. Os recursos serão usados pela startup para consolidar sua presença no país e traçar planos de expansão global.
Afinal, são quantos unicórnios no Brasil?

As listas de unicórnios no Brasil costumam divergir com relação ao número de startups. Há listas que apresentam sete empresas (Loggi, 99, iFood, Movile, Nubank, Gympass, QuintoAndar) e outras que trazem 10 companhias (Loggi, 99, iFood, Movile, Nubank, Gympass, QuintoAndar, PagSeguro, Arco Educação e Stone).

A razão para as divergências são conceituais.

Há quem defenda que o termo unicórnio se refere a startups, de capital fechado, que atingem valor de mercado igual ou superior a US$ 1 bilhão. Por essa definição, ficariam fora da lista brasileira PagSeguro, Arco Educação e Stone. Essas empresas obtiveram valor de mercado superior a US$ 1 bilhão após realizarem seus IPOs (oferta pública inicial de ações) na bolsa de Nova York.

Para outros, unicórnio é toda empresa, de capital aberto ou fechado, cujo valor de mercado é igual ou superior a US$ 1 bilhão. Por está perspectiva, a lista brasileira teria 10 unicórnios. Afinal, PagSeguro, Arco Educação e Stone passam a integrar o elenco.
De onde vem o termo unicórnio?

Quem primeiro se apropriou do termo unicórnio para se referir a uma startup foi a investidora americana Aileen Lee, que fundou o fundo Cowboy Ventures em 2012, depois de mais de uma década como sócia de outro famoso fundo de capital de risco, o Kleiner Perkins.

No ano seguinte, em 2013 portanto, ela decidiu escrever um relatório sobre empresas iniciantes com menos de 10 anos de existência e avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais pelo mercado de capitais (investidores públicos ou privados).

Sua primeira observação foi que essas startups altamente bem-sucedidas eram extremamente raras. Na época, apenas 0,07% das startups apoiadas por investidores possuíam essa valorização.

Aileen considerou vários nomes possíveis para descrever essas empresas, incluindo “home run” ou “mega hit”. “Mas então eu coloquei ‘unicórnio’ e tudo se encaixou”, disse ela. “Eu queria transmitir raridade e alquimia. Tudo era muito melhor.”

O artigo original de Aileen está aqui. De acordo com a definição de Aileen, unicórnio é toda “empresa de software, cuja operação teve início desde 2003, e está avaliada em mais de US$ 1 bilhão por investidores do mercado público ou privado.” Desde o post de Aileen, em 2013, novas definições foram feitas e, por isso, os números de unicórnios podem variar.

Para os puristas, no Brasil existem sete unicórnios. Para aqueles que gostam de exaltar o nosso ecossistema de empresas digitais, são 10 unicórnios. Independente disso, com a chegada do QuintoAndar ao clube dos unicórnios nacionais, ambas listas ficam maiores.

Fonte: StartSE

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