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- 01/10/2018 - 09:06
Propósito, experimentação e tecnologia: os modelos de gestão estão se transformando

Você já parou para pensar em como os modelos tradicionais de gestão estão se transformando? Com o crescimento de novas tecnologias, se tornou mais fácil empreender e criar novos negócios em áreas que antes pouco exploradas. Porém, nada disso é possível se não forem usadas as ferramentas corretas.

Pedro Englert, CEO da StartSe e ex-sócio da XP Investimentos, notou essa mudança quando visitou o Vale do Silício. “Quando saí da XP, aproveitei que estava tirando um ano sabático para visitar o Vale”, explicou durante a Silicon Valley Conference 2018. E isso mudou a forma como ele passou a enxergar as empresas e o obrigou a largar o sabático no meio.

“Está acontecendo uma transformação muito forte, com novos modelos de negócio, novas gestões e atitudes, não só no profissional”, ressaltou Englert. Segundo ele, são poucos os empreendedores que estão conseguindo fazer esse movimento em um ambiente cada vez mais assimétrico e transversal. Hoje, uma pequena empresa já consegue fazer estrago em uma grande.

A solução não está nos livros. “Esse novo modelo de negócios não está escrito, mas sendo construído todos os dias”, explicou Englert. Para colocar em prática essa transformação, segundo ele, é possível traçar um caminho baseado em alguns pontos em comum identificados nas empresas de sucesso.

Contexto vs Controle

“Os modelos tradicionais de gestão são baseados em controle. E controlar é muito caro, desestimulante. O colaborador começa a trabalhar, vai bem e produz coisas legais. Depois, é promovido e tem a tarefa de controlar seus subordinados. Quanto mais cresce, mais tem que fazer isso e deixar de lado a produção”, explicou Englert. Isso faz com que um ativo produtivo e criativo acabe se tornando apenas um controlador.

E isso tem que mudar. É preciso alinhar os objetivos e visão da empresa, permitindo que os colaboradores sejam livres para tocar seus projetos. Medir incansavelmente os processos passa a ser irrelevante, já que eles mudam todos os dias.

Alinhamento de interesses

Segundo Engert, talvez o mais relevante ponto seja alinhar o propósito da empresa com os sonhos de quem está nela. Não adianta ter um colaborador que não acredite na ideia do negócio e que não tenha um objetivo de vida semelhante. “Quando Elon Musk diz que quer habitar marte, de cem engenheiros, noventa e cinco podem achar uma loucura, mas tem cinco que se identificam com o sonho”, ressaltou.

Programa de remuneração variável

Reconhecer os talentos e adotar um programa de remuneração que acompanhe o crescimento da empresa também é muito importante. Atrelar o bônus apenas à um salário a mais, por exemplo, pode ser um erro. Isso porque, para que colaborador tenha uma recompensa maior, precisa aumentar o seu salário, aumentando o custo da empresa – uma situação contraditória.

Business plan

Escolher o melhor business plan faz toda a diferença. Para isso, é importante fazer algumas perguntas: esse novo modelo de negócio está alinhado ao meu propósito? Se der certo, o que acontece? Qual a chance de dar certo? E se der errado, o que acontece? É preciso estar preparado tanto para o sucesso quanto insucesso da iniciativa.

Na prática

A inquietude das empresas rumo à uma transformação se tornou uma virtude. “De fato, não existe uma referência única para entender o que está acontecendo. Temos que captar várias fontes e nos inspirar em diversos lugares. É claro que precisamos de um novo modelo de gestão para colocar mais energia na tecnologia”, disse Cristiano Kruel, head of innovation da StartSe, durante o evento.

Segundo ele, o mundo está cada vez mais acelerado, e é preciso acompanhar. “Nunca foi tão barato empreender e experimentar algo novo. Muita gente começou a se desafiar a pensar diferente”, completou. 

Na prática, grandes empresas que tentaram algo novo já podem servir como inspiração. A Apple, por exemplo, entrou para o setor da saúde com o Apple Health, aplicativo criado para revolucionar a forma de gerenciar informações de saúde e boa forma. Por outro lado, a Waymo, da Alphabet – dona do Google -, já rodou cerca de 13 milhões de quilômetros em testes com o seu veículo autônomo.

Para Kruel, um dos segredos para inovar é entender como as ações de hoje podem impactar o futuro. “Quanto mais rápido você anda, mais longe precisa olhar. Temos que aprender a nos transportar para o futuro e olhar para trás, para ver se faz sentido o que estamos fazendo”, disse.

 

Fonte: StartSe

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