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- 25/09/2019 - 07:00
Profissionais preferem perder emprego para robôs do que para colegas

Os profissionais acham pior perder seus empregos para outras pessoas do que ver seus trabalhos substituídos por robôs. Essa é a principal conclusão de um estudo recente realizado pela Technical University of Munich (TUM) em parceria com a Erasmus University. Os pesquisadores entrevistaram no total 2 mil profissionais de países na Europa e nos Estados Unidos para entender como as pessoas se sentem com a iminência de serem substituídas. Os entrevistados foram divididos em grupos para que os pesquisadores analisassem onze cenários distintos. Os resultados publicados no Nature Human Behaviour mostram sutilezas na percepção das pessoas sobre a invasão da inteligência artificial no mercado de trabalho.

Na primeira análise, os pesquisadores perguntaram a 300 pessoas se preferiam ver um colega substituído por um humano ou por um robô – 62% dos entrevistados escolheram o humano. Depois, eles perguntaram ao mesmo grupo como se sentiriam se seu próprio trabalho estivesse em jogo – desta vez, apenas 37% escolheram a opção humana. Ou seja: eles temem mais perder seus empregos para pessoas – do que para as máquinas. Em uma segunda análise, os pesquisadores pediram a 251 pessoas que avaliassem o quão negativo seria para elas se fossem substituídas por um robô ou por outro humano. Houve uma negatividade maior quando o seu emprego era substituído por um humano do que quando o emprego do ficava com o colega.

Para os pesquisadores, esses resultados aparentemente contraditórios ocorrem porque as pessoas tendem a se comparar menos com as máquinas do que com as outras pessoas. Elas não sentem a necessidade de competir com um robô da mesma maneira que fariam com outra pessoa. Consequentemente, ser substituído por um robô ou software representaria uma ameaça menor para a autoestima – do que por um outro profissional. Se um trabalhador é substituído por outro ser humano, ele duvida de sua capacidade de realizar aquele trabalho. Por outro lado, se for substituído por um robô, é apenas um sinal de que a tecnologia está tomando o controle daquela tarefa.

“Mesmo quando o desemprego é consequência da implementação de novas tecnologias, as pessoas ainda o julgam em um contexto social”, afirmou Christoph Fuchs, professor da TUM School of Management e um dos autores do estudo. Por essa razão, o professor defende que é importante entender esses efeitos psicológicos ao analisar as mudanças da automação no mundo do trabalho. Assim, será possível, por exemplo, criar programas de desemprego mais efetivos e que levem em conta diferentes sentimentos e convicções humanas sobre como a automação vai impactar os empregos e trabalhos no curto, médio e longo prazo.

Fonte: Globo

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