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- 30/03/2017 - 17:32
Presidente do Conselho Federal de Economia teme que corte de gastos agrave recessão

Ao decidir cortar R$ 42 bilhões do orçamento de 2017, o governo espera cumprir a meta fiscal para este ano e, com isso, retomar o crescimento econômico.

Mas, para o presidente do Conselho Federal de Economia, Júlio Miragaya, o corte de gastos pode ter efeito contrário e agravar a recessão.

O corte de gastos é uma das ferramentas usadas para equilibrar as contas públicas. No dia 22 deste mês, o Ministério do Planejamento divulgou relatório prevendo que o governo fecharia o ano gastando R$ 58 bilhões a mais do que arrecadaria.

A equipe econômica também quer aumentar a arrecadação. Para isso, espera conseguir R$ 10 bilhões com o leilão de usinas hidrelétricas; R$ 1 bilhão com a cobrança de IOF sobre cooperativas de crédito; e quase R$ 5 bilhões com o fim da desoneração da folha de pagamento de 50 setores da economia, que começa a valer a partir dos contracheques de julho.

 

O economista André Luiz Marques, da Universidade de Brasília, especialista em dívida pública, avalia que, na prática, a reoneração da folha de pagamento significa o aumento de tributação. E vai afetar, principalmente, as famílias com renda de até dois salários mínimos.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou que a reoneração será adotada no transporte aéreo e marítimo de passageiros, e também no transporte de cargas.

A Confederação Nacional do Transporte reagiu por meio de nota oficial, informando que no ano passado o setor fechou mais de 90 mil postos de trabalho. Segundo a CNT, a reoneração pode gerar demissões em massa, aumentar o custo do transporte e produzir mais inflação.

Com produção de Solimar Luz.

Fonte: http://radioagencianacional.ebc.com.br/economia/audio/2017-03/presidente-do-conselho-federal-de-economia-teme-que-corte-de-gastos-agrave

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