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- 23/05/2017 - 14:51
Prefeitos cobram melhorias na rodovia para aumentar a destinação para terminal do VLI
As condições da rodovia MGC-455 continuam preocupando as prefeituras da região, devido a sua importância para o escoamento de produtos agrícolas que vêm de encontro com o desenvolvimento econômico.

Reforçando a entrega do documento ao governo do Estado, assinado pela Amvale, Amvap e Amvarip, em que reivindicam a conclusão das obras da rodovia que liga Campo Florido a Uberlândia, os prefeitos de Campo Florido, Pirajuba, Planura e Veríssimo marcaram um encontro, na última sexta-feira (22), no trecho que precisa de pavimentação. “A estrada começou a ser pavimentada em 2008. As obras estão paradas há três anos, quando a expectativa era de que a pavimentação deveria ficar pronta um ano após o início”, lembra Rui Ramos, presidente da Vale e prefeito de Pirajuba.
 
Ainda segundo o presidente da Amvale, somente a metade do asfalto foi concluída até agora, que são 106 quilômetros de extensão. Ficou o restante dos 53 km até Campo Florido, diante da terra, e em algumas épocas do ano fica completamente intransitável. “Agora, começa uma mobilização geral em defesa da rodovia também junto a deputados estaduais e federais. Ninguém questiona a importância da rodovia. A parte restante está com quase totalidade das obras prontas (ponte e viadutos). É um dinheiro investido e não está tendo retorno. É um meio rodoviário nessa região. A estrada vai atender vários municípios, entre eles: Frutal, Comendador Gomes, Planura, Pirajuba, Campo Flórido, Conceição das Alagoas e Uberaba”, cita.
 
Essa obra é de suma importância, pois ela tem conexão com o terminal da VLI em Uberaba, segundo os gestores públicos. Eles explicaram que a rodovia corta uma área com expressiva produção de açúcar e etanol. Hoje, a maior parte do direcionamento para importação e exportação se dá pelo porto de Santos. Com a não complementação da estrada, por exemplo, a produção acaba indo por meio de São Paulo. Ou seja, boa parte desses produtos faz operação de transbordo em silos no interior de São Paulo e depois sequem de trem até o porto paulista. Dessa forma, a operação é toda tributada, principalmente pelo ISS – Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza. Sendo que essa produção, poderia ser direcionada, em grande parte, para o terminal da VLI em Uberaba, onde o imposto ficaria no município.
 
Demais lideranças – O presidente da Associação de Cana da região de Campo Florido, Marcos Brunozzi, citou que Uberaba tem quatro usinas na região que poderiam utilizar a rodovia para despachar os seus produtos pelo terminal da VLI. “Hoje, as usinas enviam para Guará, Barretos e Fernandópolis, no interior de São Paulo, para exportarem via Santos”, completa Brunozzi ressaltando que a estrada é de uma importância indiscutível para toda a região e proporcionará, ainda, o barateamento de fretes. Os prefeitos: Sebastião Arlindo Pereira (Campo Florido), Roberto Barbosa (Planura), Luizinho Doca (Veríssimo) também reforçaram o quanto a conclusão das obras da rodovia é essencial para o desenvolvimento de toda a região. (LR)
 

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