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- 02/03/2017 - 00:02
Petrobras salta 3% na esteira de acordo bilionário; Vale sobe após 4 sessões de baixa e Gol dispara 100% em 2017

Confira os destaques da Bovespa na sessão desta quarta-feira (1)

SÃO PAULO – A Bovespa voltou do feriado prolongado na tarde desta quarta-feira (1) em uma sessão reduzida, repercutindo principalmente o movimento positivo no exterior registrado nessa sessão, que repercutiu o tom ameno adotado pelo presidente dos EUA Donald Trump no Congresso dos EUA, assim como digeriu os dados positivos da China.  Com isso, o Ibovespa subiu 0,57%, com destaque para a alta de Petrobras e Vale, enquanto os bancos registraram diferentes variações. Confira os destaques:Petrobras (PETR3, R$ 15,52, +2,24%;PETR4, R$ 16,43, +2,94%)

Diversas notícias movimentaram a Petrobras nesta volta do feriado. Entre as commodities, o WTI teve leves perdas de 0,48%, enquanto o brent registrou baixa de 0,35%. Vale destacar que o Departamento de Energia dos Estados Unidos informou que os estoques de petróleo no país cresceram 1,5 milhão de barris na semana encerrada em 24 de fevereiro. Analistas consultados pela Bloomberg esperavam um aumento de 564 mil barris. O último dado divulgado havia apontado para uma alta de 3,39 milhões de barris.

Já no radar da estatal, a petroleira e a francesa Total assinaram na terça-feira contratos relacionados à Aliança Estratégica firmada em dezembro do ano passado, que envolvem 2,2 bilhões de dólares, de acordo com comunicados desta quarta-feira. “Com as transações firmadas ontem, a Total pagará à Petrobras o valor global de 2,225 bilhões de dólares, composto de 1,675 bilhão de dólares à vista, pelos ativos e serviços…”, disse a estatal.

O acordo também prevê uma linha de crédito que pode ser acionada pela Petrobras no valor de 400 milhões de dólares, representando parte dos investimentos da Petrobras nos campos da área de Iara, além de pagamentos contingentes no valor de 150 milhões de dólares, segundo a nota. Entre os contratos firmados na véspera está a cessão de direitos de 22,5 por cento da Petrobras para a Total na área da concessão denominada Iara (pré-sal), no Bloco BM-S-11.

O acordo também inclui cessão de direitos de 35 por cento da Petrobras para a Total, assim como a operação, na área da concessão do campo de Lapa, no Bloco BM-S-9, ficando a Petrobras com 10 por cento. O campo de Lapa, também no pré-sal, encontra-se em fase de produção. Além da venda de direitos nessas áreas do pré-sal, o acordo envolve compartilhamento de terminal de regaseificação, transferência de fatias em térmicas, entre outros negócios. Os contratos assinados selam a Aliança Estratégica entre as duas companhias, criando ainda novas parcerias nos segmentos de upstream (produção) e downstream (distribuição), juntamente com o fortalecimento da cooperação tecnológica que abrange as áreas de operação, pesquisa e tecnologia. De acordo com o Santander, o acordo é positivo para a Petrobras e para a Total, com a companhia conseguindo executar uma parte importante do seu plano de desinvestimentos. 

 Vale destacar ainda que a Petrobras anunciou na sexta-feira (24) a redução do preço da gasolina em 5,4% em média e do diesel em 4,8% nas refinarias. A mudança passou a valer a partir de zero hora do último sábado. “A decisão é explicada principalmente pelo efeito da valorização do real desde a última revisão de preços, pela redução no valor dos fretes marítimos e ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno”, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.  O comunicado prossegue ressaltando que a empresa reafirma sua política de revisão de preços pelos menos uma vez a cada 30 dias, o que lhe dá a flexibilidade necessária para lidar com variáveis com alta volatilidade. “Os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional, conforme princípio da política anunciada, e estão alinhados com os objetivos do plano de negócios 2017/2021”, afirmou. A notícia da queda dos preços impactou os papéis de Cosan (CSAN3, R$ 39,00, -2,26%)  e São Martinho (SMTO3, R$ 18,90, -0,53%), que fecharam em baixa. 

Segundo a petroleira, se o ajuste for repassado integralmente e não houver alteração nas demais parcelas ao consumidor final, o diesel pode cair 3%, ou R$ 0,09 por litro em média, e a gasolina 2,3%, ou R$ 0,09 o litro. 

Além disso, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a celebração de acordos para encerrar quatro ações individuais propostas perante a Corte Federal de Nova York, nos EUA, informou a companhia em um comunicado ao mercado. Com o anúncio, a Petrobras afirmou já ter alcançado acordo para 19 ações individuais, de um total de 27, que foram consolidadas com a class action.

 

Vale (VALE3, R$ 33,17, +1,38%; VALE5, R$ 31,87, +1,14%)
Após quatro sessões de queda em meio à baixa do minério de ferro e com volatilidade de olho na sucessão do presidente Murilo Ferreira, as ações da Vale registraram uma sessão de recuperação, também ajudadas pelos dados da China. Os índices de gerentes de compras (PMI) chineses se recuperaram mais rápido do que o previsto e atingiram a máxima em três meses, segundo dados divulgados nesta madrugada. 

Durante o feriado, a GBM elevou o preço-alvo para os ADRs da Vale de US$ 7 para US$ 10,70 por ação, em meio à alta do minério de ferro. A mineradora ainda destacou que a companhia investiu em projetos atraentes, alienou ativos não essenciais e reduziu a alavancagem. Por outro lado, a GBM mantém rating de mercado de baixo desempenho após “incrível rali” em ações, além de citar o excesso de oferta estrutural no mercado de minério de ferro como risco.

Além disso, apesar da estabilidade do minério de ferro em Qingdao nesta sessão, que fechou com leve queda de 0,01%, outros metais registram ganhos, ainda recebendo o suporte  das interrupções em grandes minas, como a de Escondida, no Chile, e Grasberg, na Indonésia. Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio subia 1,36%, a US$ 2,7515 por libra-peso, às 8h36. O alumínio subia 1,15%, a US$ 1.943 a tonelada; o chumbo avançava 1,36%, a US$ 2.279,50 a tonelada; o zinco ganhava 1,95%, a US$ 2.878 a tonelada; o níquel operava em alta de 0,91%, a US$ 11.060 a tonelada; e o estanho avançava 0,41%, a US$ 19.380 a tonelada.  

 Empresas como a Gerdau (GGBR4, R$ 13,30, +2,70%), Usiminas (USIM5, R$ 5,01, +1,62%) subiram na volta do feriado, assim como a CSN (CSNA3, R$ 12,12, +1,17%), que viu suas ações com ganhos mais modestos. A holding da Vale, a Bradespar (BRAP4) fechou com alta de 2,81%, a R$ 24,11. 

Bancos
A sessão foi de ganhos para os bancos, que acompanharam o otimismo do mercado internacional; contudo, os ativos amenizaram as altas durante a sessão.  O destaque fica para os papéis do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 33,60, +1,51%), que subiram 1,5%. Já Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 39,95, -0,16%) fechou em leve queda, enquanto o Bradesco (BBDC3, R$ 31,90, -2,24%. BBDC4, R$ 33,12, -0,90%) teve baixa mais expressiva. 

WEG (WEGE3, R$ 17,60, +4,04%)
As ações da WEG seguiram os ganhos da última sexta e chegaram a subir quase 7%. Na última sexta-feira, o JPMorgan elevou a recomendação para os papéis de neutro para overweight (exposição acima da média do mercado) e o preço-alvo de R$ 19 para R$ 21 de forma a refletir os resultados do quarto trimestre e as expectativas mais otimistas de recuperação de margens. 

Vale destacar ainda que as ações da WEG ficaram ex-dividendos na sessão desta segunda-feira. Os dividendos complementares têm valor total de R$ 102.749.946,63, correspondente a R$ 0,063689244 por ação. O pagamento do dividendo complementar, bem como dos JCP declarados em setembro e dezembro de 2016, ocorrerá a partir do dia 15 de março de 2017.

Contax (CTAX3, R$ 9,10, +1,68%)
As ações da Contax registraram leves ganhos nesta data. O Conselho de Administração da companhia aprovou o retorno do presidente Nelson Armbrust.  Em reunião de 28 de fevereiro, os conselheiros aprovaram o fim da licença não-remunerada e o retorno do diretor presidente ao cargo, segundo comunicado ao mercado.

Cristiane Barretto Sales deixa de exercer essa função de forma interina, mantendo suas funções de diretora de Finanças e de Relações com Investidores. Armbrust estava licenciado provisoriamente em razão de decisão judicial precária proferida em processo que discute divergências contratuais com seu antigo empregador.

Eletropaulo (ELPL4, R$ 12,73, +1,60%)
No radar de resultados, a AES Eletropaulo divulgou na sexta que a companhia teve um lucro líquido de R$ 19,4 milhões no quarto trimestre, numa alta de 75,7% em relação a igual período de 2015. Já a receita líquida caiu 11,3% no quarto trimestre, na comparação anual, somando R$ 3,06 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 228,1 milhões de outubro a dezembro, alta de 32,1%.

Vale destacar ainda que a companhia está mais perto de deixar de ser controlada pela americana AES, que excluiu a empresa de suas projeções de resultados. “Como parte da estratégia da companhia de reduzir sua exposição ao segmento de distribuição de energia no Brasil, o ‘guidance’ de 2017 e as expectativas para 2020 assumem a desconsolidação da Eletropaulo”, destaca a AES em balanço publicado nos Estados Unidos. A “desconsolidação” deve acontecer ainda em 2017, conforme destaca o Valor Econômico. Por fim, a Eletropaulo aprovou emitir até R$ 700 milhões de debêntures a até 125% do DI.

AES Tietê (TIET11, R$ 16,32, +1,56%)
A geradora AES Tietê também revelou seu balanço, com lucro de R$ 83,1 milhões no quarto trimestre, 68,7% menor na comparação anual. Já a receita líquida teve queda de 42,9% no trimestre, para R$ 363,7 milhões, enquanto o Ebitda caiu 57,3%, a R$ 358,3 milhões.  

No ano, o lucro líquido somou R$ 358,5 milhões, queda de 55,4% em relação a 2015, enquanto a receita líquida somou R$ 1,56 bilhão no ano passado, baixa de 40,5%.

A AES Tietê ainda atualizou suas projeções referentes a previsão de investimentos para o período de 2017 a 2021. Para o período, a companhia planeja investir aproximadamente R$ 400 milhões que serão direcionados, principalmente em seus programas de modernização e manutenção de suas plantas hidrelétricas, informou.  

Gol (GOLL4, R$ 9,23, +8,84%)
As ações da Gol avançaram forte nesta sessão e já saltam quase 100% neste ano, em meio a um cenário de queda do dólar, além da expectativa pelo avanço da Medida Provisória que pode contar com a ampliação de até 100% de participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras. Os resultados do quarto trimestre, divulgados em meados de fevereiro, foram melhores do que o esperado pelo mercado e mostraram avanço na desalavancagem da companhia. 

M. Dias Branco (MDIA3, R$ 133,75, -3,22%)
As ações da M. Dias Branco chegaram a uma mínima de 4,1% na sessão desta quarta-feira após um rali de 17% este ano, em meio à expectativa de que um cenário de corte de juros e recuperação de atividades deva favorecer as empresas do setor de alimentos. A ação sobe acima de 109% nos últimos 12 meses, contra aumento de 52% do Ibovespa.

(Com Bloomberg e Reuters)

Fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/6185687/petrobras-salta-esteira-acordo-bilionario-vale-sobe-apos-sessoes-baixa

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