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- 04/10/2018 - 08:53
Petrobras pede que ANP reveja proposta de transparência de preços; Casino pode vender Pão de Açúcar e mais destaques

SÃO PAULO – Os preços do petróleo caíram dos patamares mais altos em quatro anos nesta quinta-feira (4), pressionados pelo aumento dos estoques norte-americanos e após fontes afirmarem que a Rússia e a Arábia Saudita fecharam um acordo privado em setembro para aumentar a produção de petróleo. A notícia pode impactar as ações da Petrobras (PETR3; PETR4).

No radar, Grupo Pão de Açúcar pode ser vendido pelo Casino, B3 firma acordo com investigação e paga R$ 9,4 mil, BR Properties é elevada a “market perform” e mais notícias. Além disso, a unidade da JBS no Arizona, nos EUA, está fazendo um recall de mais de 3,2 mil toneladas de bifes por possível contaminação com salmonela. 

Confira os destaques do radar corporativo desta quinta-feira (4):

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras sugeriu que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) reveja a sua posição sobre a proposta da agência de aumentar a transparência dos preços dos combustíveis.

Segundo a companhia, as regras propostas trariam “elevada insegurança jurídica, redução da atratividade dos negócios do setor e desestímulo à concorrência”. A estatal também se colocou contra os critérios que podem ser estipulados pela a ANP para a publicação dos preços, alegando que os agentes econômicos detém legítimo direito de preservar o sigilo de suas informações concorrencialmente sensíveis.

A consulta busca subsídios e informações adicionais sobre a minuta de resolução que dispõe sobre a obrigatoriedade de apresentar dados de preços relativos à comercialização de derivados de petróleo, gás natural e biocombustíveis. A nova resolução deverá ser publicada em dois meses, de acordo com previsões da ANP.

Pão de Açúcar (PCAR4)

O grupo francês Casino está avaliando todas as opções possíveis de venda de ativos para reduzir a sua dívida. De acordo com o jornal Valor Econômico, a companhia só não aceita vender a operação francesa, o que abre espaço para uma possível negociação envolvendo o Grupo Pão de Açúcar.

O Casino, que está com um alto nível de endividamento, tem enfrentado pressões nas últimas semanas após a Moody’s colocar seu rating em perspectiva negativa. A S&P também rebaixou a nota da empresa, em setembro. No Brasil, o Casino é controlador indireto da Via Varejo (VVAR11), formada pelas redes Casas Bahia e Ponto Frio. A participação do GPA na Via Varejo foi colocada à venda há quase dois anos, mas não houve avanços.

JBS (JBSS3)

A unidade da JBS no Arizona, nos EUA, está fazendo um recall de mais de 3,2 mil toneladas de bifes por possível contaminação com salmonela.

De acordo com o departamento de agricultura norte-americano, as carnes foram embaladas entre 26 de julho e 7 de setembro e pertencem aos lotes inscritos “EST.267”. Os produtos foram distribuídos pelo país. Veja mais aqui. 

Braskem (BRKM5)

A Braskem anunciou um novo aumento para os preços de polietileno (PE) e polipropileno (PP) com aplicação neste mês. Os reajustes vão de 5% a 10% ou R$ 300 para a tonelada de PE e R$ 600 por tonelada no PP.

Os aumentos têm ocorrido praticamente todos os meses neste ano por conta da valorização do dólar e do avanço dos preços do petróleo. De acordo com a Braskem, a medida “mantém sua prática de alinhamento de preços no mercado doméstico aos preços praticados no mercado internacional”.

Banco Inter (BIDI4)

O Banco Inter divulgou nesta quinta-feira a prévia de seus resultados operacionais do 3º trimestre de 2018. Em setembro, o banco superou a marca dos 1 milhão de correntistas e abriu mais de 6 mil contas por dia ao longo do mês.

Além disso, no último trimestre a instituição financeira ultrapassou a marca de 85 mil investidores, contribuindo para a redução do custo de funding, e lançou dois novos serviços: câmbio digital e poupança, o último com 18 mil clientes com saldo aplicado em 45 dias desde o lançamento.

B3 (B3SA3)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou na última quarta-feira (3) um acordo com a B3, que pagará R$ 9,44 milhões em troca da suspensão de um inquérito contra ela pela suposta imposição de barreiras à concorrência.

Segundo a ATS Brasil, a B3 estaria criando barreiras à entrada de concorrentes no mercado, impedindo o acesso às fontes de equipamentos ou tecnologia e canais de distribuição, e também, recusando oferecer o serviço de compensação e liquidação de ativos.

Na homologação do Termo de Compromisso de Cessação (TCC) com o Cade, a B3 prometeu durante cinco anos garantir às interessadas a chance de optar pelo modelo em que serviços sejam cobrados diretamente das infraestruturas que pedirem a movimentação de ativos e não do usuário final, até a conclusão da arbitragem.

Além disso, a B3 terá que oferecer serviços de compensação e liquidação, na condição de contraparte central, de operações do mercado à vista de ações referentes a negócios feitos em concorrentes, em condições não discriminatórias.

BR Distribuidora (BRDT3); Cosan (CSAN3)

O Cade instaurou um processo administrativo para apurar supostas práticas anticompetitivas por parte da Raízen Combustíveis (joint venture entre a Cosan e a Shell), Air BP, BR Distribuidora e da administradora do aeroporto de Guarulhos (SP).

Segundo o parecer, as três empresas, que compartilham uma base de distribuição no aeroporto de Guarulhos, teriam assinado contrato com a GRU Airport o qual prevê, em uma das cláusulas, que a entrada de outra empresa nessa base dependeria da anuência das participantes. O dispositivo foi investigado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a qual concluiu que ele infringia contrato de concessão da administradora com a União.

Após o início das investigações na SG/Cade, as distribuidoras concordaram em avaliar a entrada da Gran Petro na base de distribuição do aeroporto de Guarulhos, mas impuseram uma série de exigências e dificuldades que podem configurar condutas anticompetitivas.

Ainda de acordo com o Cade, as condutas praticadas pelas distribuidoras e pela administradora do aeroporto de Guarulhos teriam afetado o mercado de querosene de aviação, aumentando artificialmente as barreiras à entrada de rivais e, consequentemente, prejudicando a concorrência.

Klabin (KLBN4)

A Klabin está negociando com os controladores o fim do pagamento de royalties pelo uso da marca. A Klabin Irmãos & Cia.,  holding controladora do Grupo Klabin, é dona de 47,5% das ações ON e recebeu R$ 37,3 milhões pela licença de uso da marca, enquanto R$ 13,6 milhões foram pagos a outras partes. De acordo com o Valor Econômico, o tema é visto com ressalvas pelo mercado e está incluso no preço das units da empresa.

BR Properties (BRPR3)

O Itaú BBA elevou a recomendação de BR Properties para Market Perform (performance em linha com o mercado) após ter rebaixado a empresa para Underperform em agosto. De acordo com os analistas, a empresa está sendo negociada a um desconto em relação aos seus pares e está em um ponto “decente” de entrada. “Nós acreditamos que o preço atual já incorpora um cenário mais conservador”, escrevem.

 

Fonte: InfoMoney

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