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- 07/08/2019 - 10:30
Petrobras estuda criar duas empresas para fazer IPO na Bolsa

A Petrobras pretende criar duas novas empresas para viabilizar a venda de parte de seus ativos na área de transporte e energia. A estratégia é que essas companhias agrupem diversos ativos para serem ofertadas no mercado de ações através de uma oferta inicial (IPO, na sigla em inglês), em modelo semelhante ao da BR Distribuidora, que gerou quase R$ 9,6 bilhões.

As informações foram dadas por diretores da estatal e o presidente Roberto Castello Branco em um encontro com analistas do mercado, realizado na última segunda-feira (4). A estatal tem um programa amplo de desinvestimentos. Neste ano, até julho, ela já vendeu US$ 15 bilhões em ativos.

Apenas no Ceará, além de incluir a refinaria de Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor) ter sido incluída na lista do programa de desinvestimento da Petrobras, a estatal também colocou à venda a termelétrica e o terminal de GNL do Pecém, além de todos os seus campos de petróleo localizados em território cearense, em terra e em mar.

Consórcio

Em relatório a investidores, a corretora XP Investimentos mencionou a criação de uma empresa de transporte em consórcio com outras petroleiras. “Depois de um acordo com outras empresas de petróleo que operam no pré-sal, os diretores da Petrobras mencionaram a possível criação de uma empresa de transporte (midstream) em consórcio. Após sua criação, a Petrobras poderia alienar sua participação na empresa por meio de mercado de capitais (como um IPO)”, destaca o relatório da XP.

Outra frente da estatal é a criação de uma nova subsidiária com suas usinas termelétricas. “A Petrobras também está estudando a criação de uma subsidiária de geração de energia que englobe várias usinas termelétricas da empresa (algo como 15 de 26). A nova unidade também pode ser vendida em um IPO”, afirmou o relatório da XP.

Desinvestimentos

Hoje, a Petrobras tem 26 termelétricas. Embora tenha um programa amplo de desinvestimentos, a estatal se desfez apenas de seus 50% das ações que têm na TermoBahia para a francesa Total. Segundo a Petrobras, trata-se apenas de uma ideia preliminar. Também não está definido se todas as térmicas seriam incluídas nessa subsidiária. O tema, porém, não foi submetido à uma avaliação técnica interna da estatal, o que ainda deverá ser feito.

Fonte: Diário do Nordeste

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