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- 20/04/2018 - 08:34
Pagamentos instantâneos de contas e cartões devem ser liberados

Em breve, pessoas e empresas poderão fazer a transferência de dinheiro em tempo real, sem restrição de horário ou forma de pagamento. Essa é a ideia do Banco Central (BC), que estuda um sistema de pagamentos instantâneos no Brasil.

Segundo informações do BC, foi criado um grupo de trabalho, do qual participam instituições financeiras, para discutir os pagamentos instantâneos. “Esses estudos, que são de longa maturação e fazem parte da Agenda BC+, estão em fase preliminar e seus resultados devem ser apresentados para apreciação da Diretoria Colegiada do BC apenas no segundo semestre”, diz nota divulgada pela instituição.

Formada por medidas para tornar o crédito mais barato, a Agenda BC+ busca aumentar a educação financeira, modernizar a legislação e tornar o sistema financeiro mais eficiente. As intenção do BC seria regular o sistema conhecido como “peer-to-peer”, caracterizado como as transações diretas entre empresas e pessoas.

Dessa forma, seria possível passar dinheiro de uma conta corrente para o cartão de crédito a qualquer hora do dia usando o celular, por exemplo. Para que isso seja possível, é necessário que haja comunicação total entre contas correntes e cartões de cédito, além de mudanças no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Este sistema, hoje em dia, não permite a conclusão de transferência entre bancos diferentes fora do horário comercial.

Os debates sobre o modelo de pagamento instantâneos ainda estão em estágio inicial, mas é provável que as contas de pagamento ganhem mais espaço em transferências de pequenos valores caso haja a concretização do projeto. Isso porque elas são parecidas com as contas correntes, mas com menos funcionalidades, o que faria com que o custo se tornasse inferior ao de uma TED.

Nome sujo?

Outra informação relacionada a pagamentos divulgada nesta quinta-feira (19) foi a de que o número de inadimplentes que afirmam já ter contratado empresas na tentativa de limpar o nome aumentou 16 pontos percentuais (25%) neste ano em relação ao meso período de 2017 (9%).

Segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 14% dos entrevistados que contrataram o serviço disseram que a situação foi resolvida, enquanto ouros 11% não tiveram o nome limpo. Nestes casos, 39% receberam parte dos pagamentos de volta, 31% receberam todo o dinheiro e 30% não foram restituídos em nada.

 

 

Fonte: IG

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