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- 30/01/2019 - 07:04
Pagamento por aproximação avança e deve se consolidar em 3 anos

Em meio à busca por experiências de compra mais ágeis, a tecnologia de pagamento por aproximação tem avançado no País e deve ganhar mais corpo nos próximos três anos. A previsão do diretor de pagamentos e inovação da Mastercard, Guilherme Esquivel, leva em conta o rápido crescimento do uso da ferramenta pela população e à padronização do processo pela cadeia produtiva.

Na Capital, segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas de Fortaleza (Sindilojas), Cid Alves, alguns estabelecimentos já utilizam a tecnologia, mas ele pondera que ainda há uma certa insegurança por parte dos usuários. “(O uso) tem crescido, mas representa muito pouco no total. Acho que com o passar do tempo isso vá se transformando e não deixa de ser uma tendência”, avalia. 

Possibilitada pela tecnologia NFC (Near Field Communication, em inglês), várias instituições financeiras já oferecem aos clientes a possibilidade pagar com a aproximação de dispositivos como celular, relógio, pulseira ou cartão, entre outros. A máquina recebe a informação e faz uma captura dos dados, sem precisar digitar a senha – o que reduz em até sete vezes o tempo de pagamento, segundo Esquivel. 

Com mais rapidez para pagar e, consequentemente, menos filas, comércio e serviços têm mais chances de reter clientes que poderiam desistir da compra.

Grandes supermercados, drogarias, redes de fast food e estacionamentos de shopping, por exemplo, são os mais impactados nesse processo. Alguns segmentos têm demandado esse tipo de solução”, aponta o diretor.

Obstáculos 

Uma das principais travas para a disseminação do uso dessa tecnologia, segundo Esquivel, é a uniformização do processo. “Cada credenciadora criava suas próprias regras e isso criava uma torre de babel entre o consumidor e o comércio. Nós chamamos todos os bancos e adquirentes e criamos um normativo de autorregulação dizendo a forma que entendemos como deve ser o processo”, explica. 

A expectativa da Mastercard é de que, até junho deste ano, todos os credenciadores do mercado façam a adesão ao modelo. “Já temos visto muitos bancos acelerando o processo, seja de emitir um cartão contactless (sem contato), celular ou algum tipo de vestível. Mais de 60% do mercado está trabalhando nisso”. 

Ainda assim, o diretor admite que, em um universo de bilhões de transações como o Brasil, o uso da ferramenta ainda é insignificante. “O nosso último número é da casa de alguns milhões de usuários fazendo transações. Mas já tem uma massa crítica que deve começar a ficar mais relevante em 2019 e consolidação em 2020 e 2021”, estima. 

Segurança 

Outra dificuldade diz respeito à confiança dos usuários na segurança do processo. “Estamos falando de transações, hoje, até um limite de R$ 50, em geral. O banco já detecta o uso e o bloqueia se fizer muitas transações de um só valor. A possibilidade de fraude é tão grande quanto alguém pegar seu cartão e pedir sua senha”. 

A ideia, conforme Esquivel, é justamente a de aumentar a segurança dos consumidores e dos varejistas, reduzindo a quantidade de dinheiro físico em circulação. “O foco é trazer muito mais facilidade para o consumidor na ponta, agilidade e velocidade de atendimento para o comércio e para nossa cadeia, uma solução que é simples e segura”. 

Para Cid Alves, o ganho proporcionado pela tecnologia ao varejo é muito grande, faltando apenas “convencer” os clientes a utilizarem-na mais. “Outros avanços poderão surgir a partir dessa tecnologia, como controle de estoque com maior nível de segurança. É questão de tempo que todo o sistema de pagamento no varejo seja assim”, prevê.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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