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- 27/03/2017 - 17:29
O TRC e a necessária atualização no modelo de negócio, práticas de gestão via a inovação tecnologia.

 

Venho escrevendo alguns textos sobre o setor de transporte de cargas do Brasil e tenho recebido sinalizações de concordância e as vezes críticas pela abordagem direta dos problemas, que são de conhecimento de todos os participantes desta atividade, Empresários, Gestores e o mercado consumidor dos serviços de transporte e logística.

Diferente de outros setores, o transporte de cargas ainda não foi devidamente atingido com as tecnologias chamadas disruptivas, que quebrem suas regras em sua ancora de modelo de negócio, temos tido alguns ensaios com aplicativos de canalização de caminhoneiros, sites agenciadores de cargas e por último uma empresa de cargas fechadas, que operar a partir de central de vendas via internet, mas todas estas inovações ainda não afetaram a estrutura operacional e suas práticas.

Existem algumas regras no setor que merecem um olhar especial, tais como:

  • Modelo de comercialização, ancorada em pessoas em visitas porta a porta e com custos cada vez mais elevados e com um sistema de remuneração que já tem mais de 30 anos, que gera acomodação do quadro de vendas, pois tem vendedores com uma carteira fixa que fica à espera do Cliente em transportar e mesmo sem visitas, gera comissões por um cadastro atrelado a quem abriu a conta.

 

  • Um modelo/sistema de precificação que não é comungado por todas empresas do setor e que apenas fazem as propostas aos Clientes comparando com a concorrência e suas necessidades imediata de caixa.

 

  • Excesso de cargos da Alta Gestão, com diretorias que não contribuem em nada para agregar resultado ao negócio, elevando o custo de gestão em áreas que uma vez definidas as atividades, basta manter os processos dentro dos procedimento e manuais de boas práticas;

 

  • Presença operacional em todo Brasil, mesmo não sendo viável sob o ponto de vista de resultado, em vez de trabalhar em parcerias operacionais com empresas regionais em sistema de rede compartilhada.

 

  • Automação do processo de gestão, com sistemas integrados e que ajudem na gestão administrativa, operacional, comercial e financeira de forma online, reduzindo atividades meios e o excesso de planilhas, os ERP’s disponíveis no mercado estão muito a quem das necessidades do setor, os 03 mais conhecidos não tem modelos focados no setor, são genéricos adaptados e que requerem excessivo investimento e com pouco retorno efetivo na atividade fim do setor.

 

Temos presenciado diversos congressos voltados ao setor, mas nenhum voltado ao tema “Inovação” que possam despertar uma nova onda de modelo de negócio e assim sair da mesmice que presenciamos a cada evento.

Na verdade, sempre que são levantados os problemas, parece que incomoda a “velha guarda” do setor, que embora sejam pessoas de sucesso em suas Empresas, não estão atentos a “Revolução” tecnológica em curso e que em algum momento vai deixar alguns a ver “navios” pois a cabotagem já absorveu parte da carga rodoviária.

Com o nível de risco que vivemos no setor, seja ele, de acidentes por estradas com problemas, insegurança nas cidades e rodovias, com assaltos diários de caminhões e empresas, risco ambiental, risco financeiro pelo volume de recursos desembolsados antes de receber dos Clientes, excesso de impostos, enfim, esta atividade a muito deixou de ser commodities, sendo uma atividade de alto risco em todos os aspectos.  

Não existe outra maneira de resolver um problema, a não ser colocando-o no foco das ações e assim discutir alternativas e soluções para resolver.

Francisco Pontes.

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