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- 10/09/2018 - 09:07
O RH já virou a chave da tecnologia

Muitos profissionais de Recursos Humanos estão considerando o People Analytics um novo direcional de carreira – esse é o caso do Giovani Buchelt, cofundador da numera, uma consultoria especializada justamente nesta nova tendências. No Brasil, apesar da defasagem tecnológica enfrentada pelo país em relação ao que acontece no exterior, tendências como essas já estão tomando forma e sendo aplicadas, efetivamente, nos departamentos brasileiros de gestão de pessoas.

De um modo geral, People Analytics é uma abordagem nova para resolver problemas de negócios que sempre estiveram presentes na gestão de pessoas. Em termos práticos, essa tendência combina metodologias científicas do século passado com machine learning e uma base enorme de dados para tomar decisões de uma forma mais assertiva. “Com ele, eu observo um problema e crio hipóteses sobre possíveis formas de resolvê-lo. É na parte de testar essas hipóteses que a análise e processamento de dados entra”, explica Buchelt. A novidade, nessa tendência, é a grande disponibilidade de dados para serem utilizados no processo.

Segundo Buchelt, com o People Analytics, o que está acontecendo hoje com o Recursos Humanos é a “virada de uma chave” que outras áreas de negócio já experimentaram há algum tempo. “É estranho olharmos para o marketing sem pensar em neurociência e técnicas mais avançadas de análise de dados, por exemplo, são técnicas muito consolidadas no setor. Mas só agora que o RH começou a utilizar mais dados e recursos tecnológicos – o que contribui à favor do processo de tomada de decisão”, diz.

People Analytcs e o novo profissional de Recursos Humanos

Há alguns anos, para contratar uma pessoa, era feita uma busca ativa do candidato perfeito. Muitas ligações telefônicas, entrevistas e “caçadas” na internet eram feitas –  um processo que exigia muito esforço do gestor até atingir uma quantidade razoável de candidatos para preencher determinada vaga. Atualmente, por outro lado, as empresas já têm acesso a inúmeros recursos que possibilitam, por meio da inteligência artificial, que uma massa gigantesca de dados seja filtrada antes de tomar uma decisão, tornando a escolha de candidatos mais eficiente.

Apesar da inteligência artificial ser eficaz e ter capacidade de fazer coisas complexas, ela ainda não é capaz de pensar como ser humano. “A gente consegue utilizar essa capacidade de processamento para agregar mais valor ao processo de tomada de decisão que temos, mas ela não é capaz de racionalizar da mesma forma que um humano”, defende Buchelt. Nesse contexto, a tecnologia entra para assumir atividades padronizadas do setor de Recursos Humanos, assim como em outras áreas de negócio, tornando suas atividades mais dinâmicas.

Segundo Buchelt, a partir desse novo cenário, o novo profissional de Recursos Humanos, necessariamente, precisa ser capaz de entender o quanto que a análise de dados fará parte da vida dele e o quanto ele precisa estar aberto para contratar e utilizar recursos tecnológicos. “Por mais que ele não saiba aspectos específicos da análise de dados, por exemplo, ele precisa entender e saber aproveitar a digitalização e virtualização para dar vazão aos processos de RH. Os profissionais precisam estar atentos a esses novos elementos que farão parte da vida deles”.

Buchelt acredita que não existe mais um mundo possível para o setor de Recursos Humanos sem virtualização, inteligência artificial e análise de dados. “Esse é um caminho que não tem mais como voltar atrás – é exatamente o que aconteceu com finanças, marketing e mobilidade”, diz. Para ele, o único modo se encaixar nessa nova realidade é a educação e a mudança de mindset. “Executivos e gestores de Recursos Humanos precisam se atualizar para aprender a utilizar essas novas tecnologias. Quem não abrir o olho para isso, em um futuro breve, não terá mais espaço dentro desse novo RH que está se constituindo”, completa.

Giovani Buchelt será um dos palestrantes do RH Day, um evento promovido pela StartSe sobre o futuro do trabalho e inovações do setor. Quer saber mais sobre o que os gestores precisam fazer para motivar e contratar os profissionais da Nova Economia? Acesse o site e inscreva-se – não perca essa oportunidade!

 

Fonte: StartSe

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