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- 26/04/2018 - 09:21
O que aconteceria se a Amazon virasse uma empresa do mercado financeiro?

Walt Bettinger, o presidente da Charles Schwab, tem um conselho de amigo para Jeff Bezos, o comandante da

Amazon

.com: Pense bem antes de entrar no ramo de investimentos.

“Uma FAANG que decidir entrar no nosso segmento de modo consistente com o que nós operamos abrirá as portas para o Federal Reserve verificar tudo o que faz”, disse Bettinger em entrevista à Bloomberg Television em São Francisco, se referindo à sigla para Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google e também ao banco central dos EUA. “É uma distância bem grande e uma decisão importante a ser tomada.”

Não se trata de uma questão acadêmica. Embora nenhuma das FAANG tenha entrado seriamente no mundo das finanças, são muitas as experiências com pagamentos móveis e crédito ao consumidor. Muitos pensam que serviços bancários, gestão de recursos ou consultoria de investimentos são passos inevitáveis adiante.

Analistas têm perguntado a Bettinger e equipe o que acontecerá se isso se concretizar. Na reunião anual de investidores da Schwab, em fevereiro, um dos executivos se referiu ao assunto como “o tema mais interessante na cabeça de todo mundo” e acrescentou que “fora Bitcoin, é sobre isso que as pessoas estão falando”.

Escala eficiente
Sediada em São Francisco, a Schwab oferece uma enormidade de produtos, como fundos negociados em bolsa (exchange-traded funds ou ETFs), conta bancária e transações com ações a US$ 4,95, além de um consultor-robô que cria carteiras de investimento personalizadas por um custo bem menor. Com US$ 3,3 trilhões em ativos sob gestão, a firma garante que pode enfrentar novos concorrentes e administrar custos de modo mais eficiente do que rivais como TD Ameritrade Holding, E*Trade Financial, Merrill Lynch ou Morgan Stanley.

Por ora, as especulações giram em torno da Amazon, que já lançou o cartão de crédito Amazon Prime Rewards Visa. A varejista online também discutiu com bancos (incluindo o JPMorgan Chase) a possibilidade de lançar pelo menos mais dois tipos de produto financeiro: cartão para pequenos empresários e conta online para jovens.

Em relatório distribuído no mês passado, a Bain concluiu que, ao se aliar a um banco e empregar a mesma estratégia de margem baixa que usou para dominar o e-commerce, a Amazon poderá construir relacionamentos financeiros com 70 milhões de clientes (o mesmo número de clientes do Wells Fargo) em apenas cinco anos.

‘Marcas estabelecidas’
“Grandes empresas de tecnologia já têm marcas estabelecidas e acesso a clientes, dois fatores que oferecem uma gigantesca vantagem na distribuição”, escreveram no relatório Gerard du Toit e Aaron Cheris, sócios da consultoria.

Parcerias com bancos podem ajudar companhias como a Amazon na expansão em finanças sem atrair supervisão pelo banco central. Porém, a área de investimento pode exigir uma tática mais direta.

Especula-se que uma das FAANG pode tentar comprar a E*Trade. Por isso, Bettinger tem um segundo conselho: “No nosso ramo, os mercados não apenas sobem, eles caem também”, ele disse à Bloomberg TV. “Uma FAANG, com um modelo de negócios de excepcional sucesso, gostaria mesmo de entrar em um negócio no qual os clientes se decepcionam em 40 por cento das ocasiões?”

 

 

Fonte: InfoMoney

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