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- 13/12/2018 - 09:44
O Facebook deixou de ser a empresa favorita dos “techies” no Vale do Silício

O Facebook de Mark Zuckerberg já não é a empresa queridinha dos “techies”, apelido dado a quem trabalha nas empresas de tecnologia, no Vale do Silício. É o que mostra a pesquisa 2019 Best Place to Work, realizada pelo site de recrutamento Glassdoor, muito popular nos Estados Unidos.

Até o ano passado, o Facebook liderava o estudo, que aponta as empresas preferidas pelos profissionais de diferentes nacionalidades, extremamente qualificados e disputados por organizações do mundo inteiro. No novo estudo do Glassdoor, o Facebook despencou seis posições – e hoje amarga o sétimo lugar.

Aqui vale uma pausa para colocar o dado em perspectiva. Estar entre as 10 melhores empresas para se trabalhar nos Estados Unidos é um feito e tanto. Ainda assim, o tombo no ranking reforça a percepção de um movimento que eu já vinha observando entre as rodinhas de techies no Vale.

Há um ano e meio, quando me mudei para a região de São Francisco, o Facebook e seus filhotes Instagram e WhatsApp apareciam frequentemente nos papos sobre carreira que tinha com meus amigos techies. Quase sempre de forma positiva. Mas a sucessão de problemas e escândalos em que a rede social de Mark Zuckerberg se envolveu ao longo do último ano parecem estar revertendo essa visão.

As conversas sobre o Facebook deixaram de ser sobre os incríveis benefícios que a companhia oferece aos seus funcionários. Passaram a ser sobre a postura que a empresa tem em relação à política, às famigeradas fakenews, e ao tratamento dos dados de seus usuários.

A rede social mostrou-se incapaz de lidar com o problema das informações falsas no WhatsApp durante as eleições na Índia e no Brasil. Para piorar, recentemente foi alvo de uma série de reportagens no jornal The New York Times que mostrou, entre outros pontos, como os principais executivos do Facebook sabiam de muitos dos problemas que eles diziam desconhecer.

Vale lembrar que no último ano o Facebook perdeu uma parte importante dos seus principais executivos. Destaque para a saída do co-fundador do WhatsApp, Jan Koum e de ambos os fundadores do Instagram – Kevin Systrom e o brasileiro Mike Krieger.

Foi justamente esse ambiente pesado que foi apontado como aspecto negativo por boa parte dos funcionários do Facebook que responderam à pesquisa do Glassdoor. O outro principal motivo é mais tradicional: a falta de balanço entre trabalho e vida pessoal.

Voltando à perspectiva, é claro que o Facebook ainda continua uma empresa desejada e capaz de absorver talentos no Vale do Silícío. Mas cair nesse ranking não faz mal apenas para a imagem da companhia. Caso não reverta a situação para um ambiente melhor e livre-se dos escândalos que surgem com frequência, o Facebook corre o risco de parar de atrair os melhores engenheiros, desenvolvedores, gerentes de marketing. E isso se traduz também em perda de competitividade.

É o que dizem dez entre os dez CEOs mais importantes do Vale do Silício: montar o melhor time é o fator mais importante para uma empresa da Nova Economia.

 

Fonte: StartSe

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