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- 04/09/2019 - 07:00
No Brasil, super apps são atrativos por armazenamento e não por conveniência

Enquanto a maior premissa dos super aplicativos – apps que concentram diversas funcionalidades – é a conveniência, no Brasil a adoção deles pode ser acelerada por outro motivo: o menor armazenamento requerido em smartphones. Para 30,1% dos entrevistados em uma pesquisa do Google, esse é o principal benefício oferecido pelos super apps.

A pesquisa foi realizada com 500 pessoas e apresentada no App Summit, evento do Google, na quinta-feira (29). Dos entrevistados, 80% não sabiam o que são os super apps. No entanto, quando é explicado, 45,8% estão dispostos a baixá-los no smartphone – e 20,3% fariam o download imediatamente.

Os brasileiros são abertos a novos downloads, mas só permanecem no celular as aplicações que realmente provarem seu valor. De acordo com a AppsFlyer, o Brasil tem a segunda maior taxa de desinstalação de aplicativos do mundo, atrás apenas do Vietnã. Novamente, o armazenamento é o culpado – de acordo com o Google, em média, no país, os celulares possuem memória de 8GB, capacidade de 1GB e cabem cerca de 20 aplicativos.

Os aplicativos ainda disputam a pouca memória dos celulares com imagens, vídeos e músicas. Portanto, além dos super apps, outra iniciativa adotada pelas empresas é a criação de aplicativos mais leves. Eles geralmente possuem menos funcionalidades para ocuparem menos espaço na memória. Já existem versões “lite” ou “light” para o Uber, Facebook, Messenger, YouTube, entre outros.

Já no quesito “super app”, a Rappi tem pavimentando o setor no Brasil e América Latina – enquanto na China o WeChat e AliPay são os líderes. A empresa tem se posicionado cada vez mais como um super aplicativo, concentrando compras, pagamentos, delivery de refeições e até mesmo a pré-venda de BMW. Maíra Ramos, líder de Apps para grandes empresas do Google Brasil, acredita que “alguns super apps irão surgir e existir ao mesmo tempo, sem competir diretamente com outro”.

Enquanto a Rappi está aumentando a participação no mercado brasileiro, para Ramos há concorrentes que estão aqui há mais tempo. “O Mercado Livre já é um super app faz tempo, concentrando compras, pagamentos, classificados, entre outros”.

Já para Ligia Cano, líder de Apps para clientes de rápido crescimento do Google Brasil, terá mais probabilidade de sucesso quem traz mais conveniência e acesso. “A dificuldade é de criar um produto de grande usabilidade”, conta. “O desafio não está apenas na aquisição dos usuários, mas em manter uma base fixa e engajada. É preciso gerar valor para permanecer relevante neste mercado”.

Para engajar, seja nos aplicativos comuns ou “super”, uma boa usabilidade, promoções e benefícios continuam sendo vistos com bons olhos pelos consumidores.

Fonte: StartSE

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