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- 27/03/2017 - 17:23
Mercosul não avança na integração

Bloco se depara com grave crise político-econômica, que inclui a recente suspensão da Venezuela

 
O Mercosul completou ontem oficialmente 26 anos, mas seus países-membros não têm muito o que comemorar. Embora, tenha acontecido, nesse período, uma maior integração regional e tenha havido mais respaldo em negociações com outras economias mundiais, o momento atual é de grave crise político-econômica e de incerteza com relação à própria sobrevivência do bloco.

O aspecto que ilustra com mais contundência essas dificuldades do Mercosul, foi o processo que culminou com a suspensão da Venezuela do bloco, composto ainda por Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. Caracas foi suspensa do Mercosul em 1º de dezembro do ano passado, após os demais países avaliarem o não cumprimento das obrigações venezuelanas de adesão ao bloco, que incluíam uma maior promoção da democracia.

Incompletude

Para o professor do curso de Ciências Econômicas da Unifor, Ricardo Eleutério, o maior problema que o bloco enfrenta é não ter conseguido efetivar a integração econômica entre os países-membros, apesar de alguns avanços nesse sentido. “Para que a integração se efetive, como aconteceu na União Europeia, que adotou moeda única e um parlamento comum, por exemplo, os países teriam que ter taxas de inflação semelhantes, uma política fiscal e ritmos de crescimento também similares, o que não acontece no Mercosul, onde há muita disparidade entre os países”.

Ele observa que o contexto geopolítico e econômico mundial hoje impõe ainda mais obstáculos à integração do Mercosul.

“Estamos diante de uma nova onda de protecionismo, o chamado neoprotecionismo, em um cenário mais amplo de desglobalização”, explica o especialista em ciências econômicas.

Brasil

No caso específico da participação brasileira no Mercosul, Eleutério lembra que “o atual governo brasileiro é transitório e enfrenta dificuldades diversas, tanto no campo político, quanto no econômico e no social. A própria chapa que Temer compôs com Dilma em 2014 está sofrendo um processo que pode resultar na cassação do atual presidente”, observa.

“Além disso, assim como seu antecessor José Serra, o ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes ão é um diplomata de carreira e, sim, um político profissional. Ele também não deve ter muito tempo hábil para fazer uma marca no Itamaraty, onde é importante ter experiência diplomática, mesmo no contexto restrito às relações com os outros países do Mercosul”, acrescenta.

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/internacional/mercosul-nao-avanca-na-integracao-1.1727466

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