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- 08/01/2019 - 11:04
Mercado Aberto: Rendimento de dividendo no Brasil tem alta após dois anos de queda

Um dos indicadores de desempenho de ações, o rendimento de dividendo teve uma alta em 2018 após dois anos de quedas, segundo a consultoria Economatica.

O número, conhecido no mercado pelo nome em inglês, “dividend yield”, mede o ganho que os acionistas têm com dividendos e juros sobre capital próprio.

A média em 2018 foi de 1,3%, contra 0,66% em 2017.

A distribuição de pagamentos é influenciada pelo desempenho das empresas e pela política que elas adotam, segundo Einar Rivero, gerente de relacionamento institucional da Economatica.

“Os investidores se interessam por dividendos de companhias latino-americanas, mais que em outros países, como nos EUA, onde esperam a valorização dos papéis.”

O aumento do rendimento de dividendos deve se intensificar em 2019, de acordo com Eduardo Velho, sócio-executivo da GO Associados.

“As empresas fizeram bons ajustes, têm capacidade ociosa e baixo endividamento. O desempenho de companhias será melhor que o do PIB.”

A perspectiva é de crescimento lento do rendimento, segundo ele. A velocidade de implementação das reformas econômicas, como a da Previdência, deverá influenciar o resultado do indicador.

Outro fator é o custo do capital, segundo Michael Viriato, professor do Insper.

“As quedas dos anos de crise estavam ligadas à alavancagem das empresas. Os juros baixos ajudaram a alta da distribuição de dividendos, e, se permanecerem assim, o indicador deve subir mais.”

Sair e não voltar

A porcentagem de devedores que quitaram suas obrigações, mas voltaram a se tornar inadimplentes, teve uma primeira melhora desde 2015, segundo o birô de crédito Serasa Experian.

Do total de pessoas que limparam o nome em 2017 e tomaram crédito novamente, 42,5% atrasaram suas dívidas em seguida.

Esse é um dado que compõe a nota de crédito das pessoas físicas e influencia a decisão dos bancos de conceder ou não empréstimos, segundo Luiz Rabi, economista da empresa.

É uma redução de 1,2 ponto percentual em relação à parcela de devedores que saíram do vermelho em 2016 e ficaram inadimplentes de novo na sequência.

“A queda da taxa de juros é um dos fatores que ajudaram, assim como a inflação em baixa e uma leve variação do desemprego”, afirma Rabi.

A inadimplência e a reincidência vão contribuir para que os bancos aumentem o volume de empréstimos em cerca de 10% no ano de 2019, na estimativa do economista. 

Com o olhar fora de casa

A rede mineira de hospitais Mater Dei vai aportar ao menos R$ 30 milhões em equipamentos para diagnóstico por imagem neste ano.

“Compramos aparelhos de ressonância, tomografia, ultrassonografia e hemodinâmica para um centro que deverá atender empresas da região de Belo Horizonte”, afirma Henrique Salvador, presidente da empresa.

A clínica, que está em obras, deverá entrar em operação ainda no primeiro trimestre, segundo o executivo.
O grupo pretende, ainda, expandir operações fora de Minas Gerais neste ano.

“Priorizamos aquisições e temos conversas em andamento, mas não descartamos construir. Temos olhado Brasília, interior de São Paulo e grandes cidades no Nordeste”, diz ele.

A empresa inaugura sua terceira unidade, em Betim (MG) em 19 de janeiro.

R$ 680 milhões
foi o faturamento da rede no ano passado

3.400
são os funcionários

850
são os leitos operacionais

 

Fonte: Folha

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