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- 20/09/2018 - 08:52
Menor endividamento desde 2010 em Fortaleza
A parcela de endividados em Fortaleza atingiu 51,3% em setembro, menor patamar desde 2010. Esta é a quarta redução consecutiva na Capital. Em 2018, o patamar mais alto observado foi registrado em março, quando o endividamento alcançou 71,7% dos consumidores. As informações são de pesquisa divulgada, ontem (19), pela Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).

Conforme o estudo, o percentual de inadimplentes também vem encolhendo nos últimos três meses em Fortaleza, até chegar aos atuais 7,4%, mesma taxa de dezembro de 2017 e a menor desde setembro do ano passado (7,3%). A entrada de recursos extras no orçamento de muitos consumidores da Capital, oriundos do pagamento da primeira do saque das cotas do PIS/Pasep, são fatores que contribuíram para a redução da inadimplência e do endividamento dos fortalezenses.

“Essa redução no número de inadimplentes já eram esperadas. É o terceiro mês que isso acontece e a explicação é justamente essa priorização do pagamento de dívidas com os recursos extras que vão entrando. Só depois de quitar os débitos é que o consumidor está voltando a comprar os itens de desejo”, reforça Cláudia Brilhante, diretora institucional da Fecomércio-CE.

Melhora para o comércio

Cláudia Brilhante acrescenta que no momento do pagamento das dívidas, a pessoa fica apta novamente a comprar, fator que é muito bom para o comércio. Ela ressalta também a diferença entre endividado e inadimplente. “Quando a pessoa realiza um financiamento bancário ou tem contas no cartão de crédito, por exemplo, ela assume dívidas. No entanto, o endividado paga os compromisso em dia. Porém, aquele que contrai uma dívida e atrasa o pagamento por mais de 90 dias, este pode ser considerado inadimplente”.

Valor médio

O valor médio dos débitos em setembro está em R$ 1.506, patamar considerado alto pela diretora institucional da Fecomércio. Ela destaca que a maioria das compras a prazo (77,8%) é feita utilizando o cartão de crédito como forma de pagamento, modalidade que possui juros muito altos. Dessa forma, a combinação entre alto valor de compras e cartão de crédito pode gerar uma dívida muito maior caso não paga em dia.

Alimentação pesa mais

Entre as classes de despesas que mais pesam no bolso do consumidor, alimentação aparece isolada em primeiro lugar, indicada por 46,3% dos entrevistados. Em seguida, estão educação (11,6%), aluguel residencial (11,4%) vestuário (10,9%) e eletrodomésticos (8,4%). Um erro recorrente dos fortalezenses, apesar das orientações, é comprar produtos alimentícios a prazo. “Esse sem dúvida é o grande vilão, porque você não vai ao supermercado apenas uma vez ao mês e as faturas de uma compra vão acumulando com de outras até que você não consegue pagar o valor integral”, alerta Cláudia Brilhante.

Contas em atraso

Em contraponto os dois primeiros indicadores, a incidência de contas em atraso apresentou leve crescimento entre agosto e setembro, passando de 18,2% para 19,6%. O pequeno avanço, no entanto, não pode ser considerado um mau resultado, segundo Cláudia. “Na verdade, isso é natural e consideramos até positivo. Significa que as pessoas voltaram a comprar. Elas atrasaram o pagamento um ou dois dias, mas vão pagar”, diz. A média de atraso está em 68 dias.

O comprometimento da renda familiar com dívidas também evoluiu este mês de 31,9% para 34,8%. Brilhante avalia o resultado como excelente, próximo do considerado ideal, que é abaixo dos 30%. “Esse crescimento já era esperado também porque as pessoas estão comprando mais. De um modo geral, estamos bem satisfeitos com o que observamos”, pontua.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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