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- 08/08/2019 - 07:00
Leroy Merlin adota o modelo de nuvem híbrida

Em processo de modernização desde 2018, a Leroy Merlin deu, neste semestre, mais passo em direção à inovação digital da empresa, que vai levar a companhia às nuvens, literalmente. É que a varejista do segmento de construção adotou o modelo de nuvem híbrida da IBM para agilizar tanto a rotina dos funcionários como o atendimento aos clientes.

Nuvem híbrida é o tipo de armazenamento de dados na internet em que é possível migrar as informações da nuvem pública para a privada, e vice-versa, de acordo com a estratégia adotada pela companhia. Além de armazenar, as nuvens são responsáveis por rodar aplicativos, conteúdos e serviços. Ou seja, se é possível assistir a um vídeo na internet ou enviar um e-mail, por exemplo, é porque as clouds – nuvem em inglês – estão operando normalmente.

Enquanto a nuvem pública possui modelos “pré-fabricados”, fornecidos pelas empresas terceirizadas a toda sua carteira de clientes, a nuvem privada oferece recursos flexíveis e exclusivos, o que garante maior liberdade de criação e privacidade, mas as empresas precisam produzir um projeto do zero.

“O site da Leroy roda em nuvem pública, já que é feito para as pessoas de fora acessarem. Mas há dados mais sensíveis, como a folha de pagamento da empresa, que ficam na nuvem privada, na qual só funcionários têm acesso”, explicou o diretor de Infraestrutura e Serviços de TI da Leroy, Marcelo Andrade Figueiredo.

Ao aderir à nuvem híbrida, o tempo necessário para a IBM criar sistemas operacionais de TI da Leory caiu de 10 para três dias. Antes, os sistemas ficavam armazenados no data center físico da IBM em Hortolândia, cidade do interior paulista.

Enquanto a IBM cuida das nuvens híbrida e privada, a nuvem pública fica a encargo de diversas gigantes da tecnologia, escolhidas de acordo com cada objetivo da Leroy Merlin. A nuvem pública do Google, segundo Figueiredo, é utilizada na estratégia de compreender o comportamento dos clientes dentro do site, pois tem “tecnologias muito boas” para a exploração de dados estatísticos. Já a nuvem da Microsoft é usada para armazenar senhas dos terminais Windows, utilizados no trabalho do dia a dia.

Há um ecossistema por trás de toda venda online. Desde analisar os preços da concorrência até enviar dados do cartão de crédito para a adquirência do banco, há toda uma infraestrutura responsável por não deixar o cliente esperando por muito tempo, para evitar que ele fique impaciente e desista da compra, explicou o vice-presidente de Serviços de Tecnologia da IBM, Frank Koja.

Essas conexões consomem processador e memória – que são a parte física do computador. Mas, em vez de comprar um aparelho mais sofisticado para atender à demanda, as companhias podem usar esses recursos oferecidos por uma empresas terceiras, por meio da nuvem. “Você paga bastante o custo da cloud durante o pico de acesso”, disse Koja. “Em compensação, não perde dinheiro se todo mundo conseguir acessar seu site e efetuar a compra. Não será um gasto desnecessário.”

Fonte: Estadão

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