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- 13/04/2017 - 17:26
Juro médio do rotativo deve ficar perto de 210% ao ano, diz Abecs

Ainda não é possível mensurar o impacto da inadimplência do novo rotativo, uma vez que não dá para saber como será o comportamento das pessoas com a modalidade.

O juro médio do crédito rotativo em abril, primeiro mês da mudança na modalidade, deve ficar bem próximo dos 210% ao ano, de acordo com o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Fernando Chacon. Em março, a taxa ficou em 466,4% ao ano. “O governo vai conseguir reduzir o juro do rotativo até mais do que 50% neste ano”, afirmou Chacon, em coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira, 13.
 
O primeiro mês do novo rotativo, que limitou o uso da modalidade em até 30 dias, é visto como um período de transição. Isso porque as pessoas passarão a ter de parcelar o saldo devedor do rotativo após um mês.
 
De acordo com o presidente da Abecs, ainda não é possível mensurar o impacto da inadimplência do novo rotativo, uma vez que não dá para saber como será o comportamento das pessoas com a modalidade. “Não sabemos como será o empilhamento dos parcelamentos. Precisamos de ao menos seis meses, mas o limite de crédito de cada consumidor será mantido. Não terá um consumo maior de crédito”, explicou Chacon. 
 
Efeitos compensatórios
Os bancos terão efeito imediato do novo rotativo, cujo uso foi limitado em até 30 dias, em suas margens financeiras e vão procurar compensá-lo, de acordo com o presidente da Abecs. Como a modalidade entrou em vigor no último dia 3 de abril, os reflexos devem aparecer nas demonstrações das instituições financeiras do segundo trimestre deste ano.
“A compensação das margens menores por conta do novo rotativo deve vir de redução de custos e outras receitas, mas não deveremos ter necessariamente aumento de tarifas”, explicou ele, em coletiva de imprensa.
 
Segundo o presidente da Abecs, os bancos vão pagar antes o preço referindo-se à queda nas margens por conta do novo rotativo, de discutir temas que vão contribuir para o avanço do setor de cartões. Afirmou ainda que não havia espaço para a redução dos juros do rotativo porque a margem do produto é pequena em termos de retorno visto que a inadimplência da modalidade é de cerca de 36%, bem acima dos calotes nos cartões, que giram ao redor dos 7%.
 

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