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- 22/10/2019 - 07:00
Intenção de consumo das famílias aumenta 0,2% em outubro, aponta CNC

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 0,2% de setembro para outubro, para 93,3 pontos, e teve avanço de 7,7% na comparação com o antepenúltimo mês de 2018, informou nesta sexta-feira (18) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Para a entidade, o resultado positivo reforça tendência de alta projetada para o segundo semestre do ano, após longo período de queda do índice, que durou de março a julho de 2019.

“O ICF está refletindo uma melhora gradual da economia, com inflação baixa, juros primários em queda e a reação do mercado de trabalho”, informou José Roberto Tadros, presidente da CNC, em comunicado.

No levantamento, dos sete tópicos usados para cálculo do indicador, cinco apresentaram saldo positivo na passagem de setembro para outubro. É o caso de perspectiva profissional (0,7%); renda atual (0,1%); compra a prazo (0,3%); nível de consumo atual (0,5%) e momento para duráveis (3,1%). Na mesma comparação, no entanto, apresentaram recuos emprego atual (-0,4%); e perspectiva de consumo (-1,7%).

No entanto, na comparação com outubro de 2018, todos os tópicos tiveram aumento. É o caso das elevações registradas em emprego atual (2,5%); perspectiva profissional (3,8%); renda atual (6,8%); compra a prazo (12%); nível de consumo atual (8,5%); perspectiva de consumo (11,8%) e momento para duráveis (13,6%).

Embora tenha destacado o desempenho como positivo, a entidade faz uma ressalva. Mesmo que o prosseguimento de taxas de inflação menos intensas de alguns produtos acarrete melhor arranjo dos itens do orçamento, e que o recebimento de recursos do FGTS e PIS/Pasep promova algum alívio nas contas, pode ser que o alto endividamento das famílias “represe” um pouco as intenções de compra.

Para atingir o patamar de fevereiro deste ano (98,5 pontos), o ICF teria que subir 5,6% no próximo bimestre. Isso, na análise da entidade, pode ser considerado pouco provável diante das perspectivas de crescimento vagaroso da economia.

Fonte: G1

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