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- 11/04/2018 - 09:14
Inflação mostra ligeira alta de 0,09%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que corresponde a inflação oficial, teve ligeira alta de 0,09% em março, uma desaceleração comparada ao resultado de fevereiro, de 0,32%. Essa variação mensal representa o menor nível para o mês desde a implantação do Plano Real.

Desta forma, no ano, o IPCA registrou aumento de 0,70%, e no acumulado dos últimos 12 meses também desacelerou para 2,68%, segundo dados divulgados ontem (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março de 2017, o indicador havia atingido variação de 0,25%.

A combinação da baixa atividade econômica, juntamente com a lenta recuperação do mercado de trabalho, contribuiu para a manutenção do cenário de queda do indicador no último ano.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, o de Transportes apresentou a maior deflação em março, chegando a -0,25%, motivada pela queda de 15,42% nas passagens aéreas, que exerceram o impacto negativo mais intenso no índice do mês, com -0,07%.

De acordo com o IBGE, a queda de preços para o mês era esperada, já que os meses anteriores (janeiro e fevereiro) são de férias escolares e março é o mês de volta às aulas – quando a demanda por passagens se reduz.

No lado das altas, o grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação no mês, chegando a 0,48%, devido, principalmente, ao item plano de saúde, que registrou resultado de 1,06%.

Já o maior impacto individual veio das frutas, com 5,32%, do grupo Alimentação e bebidas que, após cair 0,33% em fevereiro, teve alta e atingiu o valor de 0,07% em março. Apesar da aceleração, o agrupamento dos alimentos para consumo no domicílio teve deflação de -0,18% em março, menos intensa do que a de fevereiro, de -0,61%.

O esperado era de que o setor apresentasse uma maior recuperação, influenciando uma alta no indicador. “A safra generosa ajudou que o preço dos alimentos atingisse níveis baixos, mas que só devem ser repassados no varejo nos próximos meses, gerando, então, resultados positivos, que serão constatados somente nos indicadores do próximo bimestre”, explicou ao DCI Márcio Milan, analista da Tendências Consultoria.

Segundo especialistas, a expectativa para os próximos meses é otimista e pode acarretar a redução da taxa de juros. “O momento é bom para a indústria exportadora e para o agronegócio, que vêm puxando a melhora dos indicadores”, comenta George Sales, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

A projeção da Tendências Consultoria é de que em abril o IPCA alcance o valor de 0,35%. “O Banco Central vem comunicando que a inflação vem surpreendendo inclusive autoridades monetárias, então existe espaço para redução adicional da taxa Selic, que deverá ser feita próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no mês de maio.

CâmbioA recente alta do dólar, porém, pode influenciar o comportamento dos indicadores. “O dólar é o que preocupa. Se o cenário eleitoral ficar incerto e radicalizado irá empurrar alta do dólar, levando a uma Selic e inflação mais altas, e retardando a recuperação da economia. O câmbio estava apresentando um valor médio de cerca de US$ 3,30. Mas, chegando a US$ 4,00 obrigaria novas previsões”, comenta Mauro Rochlin, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Os índices regionais mais elevados foram os das regiões metropolitanas de Fortaleza e Belo Horizonte, ambos com alta de 0,23%. Na primeira, o destaque foi a gasolina que ficou, em média, 2,59% mais cara e os cursos regulares, no valor de 2,02%. Em Belo Horizonte, sobressai a energia elétrica, com alta de 2,60% e as frutas, que subiram 8,34%.

O menor índice foi o da cidade de Campo Grande, cuja queda de 0,35% foi impulsionada pela energia elétrica, com resultado de -4,52%, pelas carnes, de -2,06% e a gasolina, com total negativo de -1,50%.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980. Refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, e abrange dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Para o cálculo, foram comparados os preços coletados de 02 de março a 29 de março com os vigentes entre 30 de janeiro e 01 de março.

 

 

Fonte: DCI

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