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- 20/05/2017 - 19:55
Incertezas exigem mais cautela dos investidores

Especialistas avaliam que o momento pelo qual o País passa não é adequado para tomar atitudes de risco

 
A crise política instaurada em Brasília na última semana reflete diretamente no setor econômico do País. O resultado a curto prazo das denúncias envolvendo o presidente Michel Temer, atrelado à instabilidade do peemedebista no poder, gera um clima de incerteza no mercado, que deve ser encarado com imensa cautela pelos investidores, conforme avaliam especialistas ouvidos pela reportagem.

O economista Ênio Viana, por exemplo, alerta que o momento não é para apostas. Em termos de mercado, a sugestão do especialista é esperar a poeira baixar.

“Ainda tem muita incerteza, não é o momento de tomar qualquer atitude de risco. Estamos vendo o mercado se recuperar, mas já deu uma esfriada. Não vejo nenhum movimento de risco nesse momento. É para ter calma, ainda tem muita coisa a acontecer”, orientou.

Conforme Viana, a sugestão é manter os investimentos como estão, para evitar mais perdas, uma vez que novos capítulos do caos político que se instaurou em Brasília ainda irão acontecer. “Estão sendo liberadas as delações. Se o investidor tiver a necessidade de recurso para curto prazo, é melhor tirar do investimento pois pode piorar. Se não for o caso, é melhor esperar e deixar as coisas acontecerem, passar mais um tempo”.

Ele enfatizou, ainda, que no caso de haver na carta algum investimento de maior risco, o mais prudente é abandoná-lo. “Apostas não devem ser feitas agora. Mas se for para deixar o dinheiro aplicado, que seja em algo pré-fixado, CDB atrelado ao CDI por exemplo, etc. Fica a lição de que ainda tem muita coisa para acontecer nos próximos dias. É preciso ter muita tranquilidade para não arriscar”.

Volatilidade

O economista e membro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (IBEF-CE), Gilberto Barbosa, destacou que o mercado enfrenta “um momento muito volátil”, o que acaba por gerar “muita incerteza para os próximos meses”.

“Não adianta adivinhar ou tentar fazer compras agressivas em ativos arriscados, como Bolsas. Não é indicado ao investidor médio (correr riscos), pois ele pode se machucar, por conta do cenário incerto”, disse.

Barbosa indicou a quem tem investimentos maiores rever a carta e até abrir mão de alguns ativos. “Quem tem exposição a ações, um investidor com ações mais arriscadas, como construção civil ou estatais, talvez devesse avaliar a possibilidade de reduzir a exposição. Não deve tentar pegar as ações caindo e se machucar mais ainda”, sugeriu.

No cenário em que há investimentos de segurança, Gilberto Barbosa enxerga tranquilidade para não se preocupar. Contudo, a indicação do especialista é também manter a calma e esperar.

“Quem tem aplicação CDB, renda fixa ou algum fundo mais seguro, deve esperar, não tentar antecipar o que vai acontecer. O momento é de incerteza. Se não tiver capacidade técnica de avaliar o que está acontecendo, pode acabar perdendo mais”.

E para quem tem ativos de risco, o economista é taxativo: “Se tiver uma maior exposição, deve avaliar em vender algumas dessas ações. No atual cenário, é inteligente e aconselhável ao investidor reduzir um pouco (a carta de investimentos). Coisas muito ruins ainda podem acontecer. É natural que o investidor médio fique eufórico, até desesperado. Mas é importante saber que não precisa se desesperar nessa situação, principalmente se vem fazendo o dever de casa de comprar ativos de empresas boas e ter renda fixa”, avaliou Barbosa.

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios/incertezas-exigem-mais-cautela-dos-investidores-1.1757441

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