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- 12/04/2018 - 09:52
Ibovespa sobe 0,87% e volta aos 85 mil pontos

A bolsa de valores local terminou o pregão de ontem, em alta de 0,87%, aos 85.245,58 pontos, descolando da trajetória de seus pares do exterior. O volume financeiro totalizou R$ 10,085 bilhões.

De acordo com analistas, uma pausa das apreensões relacionadas à cena política deu brecha para a continuidade do movimento de recomposição das perdas anteriores registradas até o pregão de segunda-feira.

As blue chips, com peso significativo na carteira teórica, ajudaram a sustentar a alta do índice à vista. Amparadas pela valorização da cotação do petróleo no mercado internacional, as ações da Petrobras subiram 2,31% (ON) e 1,87% (PN).

O bloco financeiro também apontou alta, com Bradesco PN subindo 2,34%, seguido pelas Units do Santander (1,96%) e Itaú Unibanco PN (1,65%). As ações ON do Banco do Brasil, que vinham em queda nos últimos dias ilustrando a tensão política, se recuperaram e encerraram a sessão em alta de 0,83%.

Segundo Aldo Muniz Filho, analista da Um Investimentos, o gatilho de ontem está relacionado à questão político-jurídica, entre elas, a notícia de postergação do julgamento do pedido de liminar do PEN contra a prisão após a condenação em segunda instância.

“O assunto não está resolvido, mas está sendo atrasado”, disse, referindo-se à suspensão por cinco dias que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello determinou à tramitação do pedido do partido.

O Ibovespa praticamente passou ao largo da reação negativa das bolsas em Nova York à divulgação da ata sobre a última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Na avaliação de Filho, o documento derrubou água fria na medida em que não foi claro o suficiente sobre o rumo do aperto dos juros.

Além disso, ressaltou o analista da Um Investimentos, os dirigentes do Fed demonstraram preocupação com a guerra comercial, uma vez que o conflito tem o potencial de interferir no processo de equalização da política monetária. “Ainda não teve reflexo, mas isso é uma preocupação dos integrantes do Fed”, disse.

Revisão de patamar

No mercado de câmbio, a cotação do dólar à vista se acalmou e devolveu ontem, parte da alta acumulada nos últimos pregões – e no fechamento, recuou 0,72% ante o real e fechou a R$ 3,3860, abandonando o patamar de R$ 3,40. Na mínima esteve em R$ 3,3754 (-1,03%).

A sessão de ontem foi, no geral, de enfraquecimento do dólar em relação a divisas dos países emergentes – até o rublo, que vinha sofrendo nos últimos pregões, se recuperou um pouco. O petróleo, em alta, também continuou contribuindo. Mas operadores afirmam que, internamente, a entrevista dada pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, à imprensa internacional ajudou a acalmar o mercado.

Ilan citou que o BC tem as reservas internacionais, atualmente em US$ 383 bilhões, e estoque de swaps, próximo de US$ 24 bilhões, para fazer frente à volatilidade do mercado. “Temos o suficiente de reservas e de swaps para enfrentar qualquer cenário à frente”, disse. No pregão de segunda-feira, quando o dólar rompeu a casa dos R$ 3,40, um gestor de um banco internacional afirmou que o mercado esperava alguma sinalização do BC em relação ao comportamento do câmbio.

 

 

Fonte: DCI

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