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- 11/01/2019 - 09:29
Ibovespa Futuro testa novas máximas e dólar cai abaixo de R$ 3,70; inflação de 2018 cumpre meta

SÃO PAULO – O cenário externo mais tranquilo deve ajudar o Ibovespa a buscar novas máximas nesta sexta-feira (11) após o índice acumular 8 altas em nove pregões e ter encostado nos 94 mil pontos. Além disso, os investidores devem reagir às informações divulgadas na imprensa sobre o desenho para a reforma da Previdência.

Neste contexto, às 9h10 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro subia 0,14%, a 94.465 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em fevereiro de 2019 tinha queda de 0,48%, cotado a R$ 3,698, e o dólar comercial tinha queda de 0,38%, para R$ 3,696. 

Na agenda econômica do dia, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país, registrou alta de 3,75% em 2018, dentro da meta estabelecida pelo governo federal para o ano, que era de 4,5% com margem de 1,5 pp (ponto percentual) para cima ou para baixo. 

No ano, os principais motores da inflação foram os grupos Alimentação e Bebidas, com 4,04% de alta e 0,99 pp de impacto no índice, Transportes, 4,19% e 0,76 pp de participação, e Habitação, 4,72% e 0,74 pp, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Dados de inflação nos Estados Unidos estão no radar dos investidores, que também esperam por solução para a paralisação do governo de Donald Trump que já dura 21 dias. 

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em alta seguindo a melhora no mercado norte-americano no pregão da véspera com o aumento do apetite por risco mesmo em meio às preocupações com o shutdown e a desaceleração econômica chinesa.

O “shutdown” é a paralisação do governo e isso ocorre porque o orçamento do atual ano fiscal não foi aprovado.

Por outro lado, Estados Unidos e China darão continuidade a discussões comerciais no fim do mês, o que animou o mercado. O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, pretende viajar a Washington e se encontrar com o representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, para retomar o diálogo comercial entre as duas maiores economias do mundo nos dias 30 e 31 de janeiro, segundo fontes citadas pela Dow Jones Newswires.

Já as bolsas na Europa operam em alta de olho no desenrolar das discussões sobre o Brexit, mas acompanhando o bom humor global. Os índices futuros norte-americanos operam perto da estabilidade à espera dos dados de inflação e de novas informações sobre o shutdown.

Há o receio de que o shutdown atual, que está seu 21º dia, se prolongue diante do impasse que se mantém entre os democratas e o presidente Donald Trump, que pede o financiamento de um muro na fronteira com o México. 

Sem solução para o caso, Trump cancelou sua viagem para Davos, prevista para 22 de janeiro, para a abertura do Fórum Econômico Mundial. O presidente norte-americano usou sua conta no Twitter para atribuir aos democratas a ausência no evento.

Os preços do petróleo sobem pelo 10º dia consecutivo deixando de lado as preocupações com as perspectivas econômicas globais e de olho nos acordos de cortes de produção firmados pelos principais exportadores.

Reforma da Previdência

Para “desengessar” as regras de aposentadoria no Brasil, o governo quer incluir na proposta de reforma da Previdência regras transitórias para alguns pontos. Segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, a ideia é fixar essas normas deixando um comando para que, no futuro, elas possam ser alteradas por projetos de lei, sem necessidade de nova mudança na Constituição.

O regime de capitalização previsto na reforma da Previdência deverá incluir um sistema de contas individuais parecido com o Tesouro Direto, informa o jornal Valor Econômico. Uma das fontes de inspiração da proposta em discussão no governo é um texto acadêmico que defende a criação da chamada PIA (Poupança Individual para Aposentadoria).

A ideia é que, em vez do sistema de fundos administrados por entidades abertas e fechadas previdência, os recursos sejam mantidos em contas individuais, movimentados numa plataforma parecida com o Tesouro Direto, em que os cidadãos fazem investimentos em títulos públicos. Essas contas individuais receberiam os mesmos benefícios tributários hoje concedidos para os fundos de pensão e PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres).

O texto acadêmico foi escrito pelos economistas Abraham e Arthur Weintraub, pelo atual ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e pelo professor Giuseppe Ludovico, da Universidade de Milão. 

Sobre o regime de capitalização estudado pelo governo, o sistema deve valer apenas para quem ganha a partir de determinada renda, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. O ponto de corte ainda não está fechado pela equipe econômica, mas a vantagem desse modelo é que diminui o custo da transição, pois evita grandes perdas de arrecadação que ocorreriam se todos os novos trabalhadores migrassem e passassem a contribuir apenas pelo novo modelo.

A capitalização é um regime em que o segurado contribui para uma conta individual, que será remunerada e depois é usada para bancar os benefícios. Hoje o Brasil adota o regime de repartição, em que as contribuições pagas pelos trabalhadores e empregadores ajudam a bancar os benefícios de quem já está aposentado.

Noticiário político 

Um capitão-tenente da reserva da Marinha classificado como “amigo particular” do presidente Jair Bolsonaro foi indicado na quinta-feira (10), para assumir a gerência executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras. Carlos Victor Guerra Nagem é funcionário da estatal há 11 anos e atualmente trabalha em Curitiba.

Desde que ingressou na Petrobras, Nagem se licenciou em duas ocasiões, para disputar as eleições de 2002 e de 2016, usando a alcunha de Capitão Victor e filiado ao PSC – partido que Bolsonaro integrou e pelo qual foi eleito deputado federal em 2014.

No âmbito econômico, o Palácio do Planalto divulgou nota informando que Bolsonaro não irá exercer o poder de veto a que tem direito no negócio entre a Embraer e a americana Boeing. A nota explica que o presidente foi informado que a proposta final do acordo “preserva a soberania e os interesses nacionais” e, por isso, não irá exercer o poder de veto.

Na semana passada, Bolsonaro mostrou preocupações sobre o acordo por conta da possibilidade da Embraer vender no futuro à Boeing os 20% que terá na nova empresa. “Nós não podemos, como está na última proposta, daqui cinco anos tudo ser passado para o outro lado”, disse o presidente na época.

Noticiário corporativo

A Camil teve lucro líquido de R$ 150,3 milhões no terceiro trimestre, impulsionado pelo reconhecimento de créditos fiscais extemporâneos em outubro.

A Embraer confirmou que a parceria estratégica com a Boeing foi aprovada pelo governo brasileiro. A expectativa da empresa é que a negociação seja concluída até o final de 2019. Em comunicado ao mercado, a fabricante brasileira lembra que a aprovação ocorre após as duas empresas terem firmado, no mês passado, os termos da joint venture contemplando a aviação comercial da Embraer e serviços associados. A Boeing terá participação de 80% na nova empresa e a Embraer, os 20% restantes.

A brasileira e a americana também chegaram a um acordo sobre os termos de uma segunda joint venture para promover e desenvolver novos mercados para o avião multimissão KC-390. De acordo com a parceria proposta, a Embraer deterá 51% de participação na joint venture e a Boeing, os 49% restantes.

A BRF vendeu a sua controlada Campo Austral por US$ 35,5 milhões e concluiu sua saída completa da Argentina. A Campo Austral opera três plantas argentinas com capacidade total de abate de 2,3 mil suínos por dia e de processamento de 2,1 mil toneladas por mês, incluindo embutidos e carne in natura. 

Além das mudanças na diretoria-executiva da Petrobras, Castello Branco quer alterar a composição do conselho de administração da companhia. Segundo o jornal Valor Econômico, Castello Branco estaria pressionando a saída de mais dois integrantes do conselho, o que abriria caminho para o governo Bolsonaro indicar 4 vagas no conselho, facilitando a decisão sobre o pagamento à estatal de recursos da cessão onerosa.

Também no radar da estatal, a Petrobras elevou o preço médio da gasolina nas refinarias para R$ 1,4624, com vigência a partir desta sexta-feira (11). O preço do diesel, porém, permanece inalterado.

Os analistas do Morgan Stanley rebaixaram a classificação de Multiplan para ‘underweight’ (abaixo da média de mercado, o equivalente a venda). O papel estava antes classificado como ‘equal-weight’ (em linha com o mercado ou neutra). O preço-alvo, por sua vez, foi elevado de R$ 22 para R$ 23, o que implica em uma desvalorização de 4,8% em relação ao último fechamento.

O Morgan Stanley também rebaixou a recomendação para os papéis de Iguatemi. Os papéis, antes classificados como ‘overweight’ (acimada média de mercado, o equivalente a compra), foram cortados para ‘equal-weight’ (em linha com o mercado ou neutra), com preço-alvo de R$ 42, o que implica em um potencial de alta de 3%.

A equipe de research da XP Investimentos elevou a recomendação de ‘neutra’ para ‘compra’ para os papéis de JBS, aumentando o preço-alvo de R$ 11 para R$ 16 por ação.

A EZ Tec lançou um novo empreendimento na Zona Sul de São Paulo, chamado “Le Jardin Ibirapuera”  no valor de R$ 71,6 milhões, que contará com uma torre residencial e um total de 24 unidades.

O conselho da Sabesp elegeu Benedito Braga Júnior para o cargo de diretor-presidente da companhia. O executivo, que foi presidente do conselho da Sabesp de janeiro de 2015 a abril de 2018 passará a integrar também o conselho de administração.

Em comunicado, a Light informou que fará em 11 de fevereiro o resgate antecipado facultativo total das debêntures da segunda e terceira série em circulação, com o consequente cancelamento de tais debêntures.

 

Fonte: InfoMoney

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