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- 13/04/2017 - 17:22
Ibovespa cai mais de 1% e bate a mínima do dia após ataque dos EUA ao Afeganistão

Índice perdeu 390 pontos em menos de 20 minutos com a notícia do uso da “maior bomba não-nuclear” da história

SÃO PAULO – O Ibovespa acelerou as perdas na tarde desta quinta-feira (13) após a informação de que os Estados Unidos usaram a “maior bomba não-nuclear” da história em um ataque no Afeganistão. Com isso, o índice atingiu sua mínima do dia, com perdas de 1,10% às 14h31 (horário de Brasília), aos 63.190 pontos, perdendo 390 pontos em apenas 17 minutos. 

 

O dólar, por sua vez, segue em alta, com os contratos futuros com vencimento em maio subindo 0,59%, para R$ 3,156 no mesmo horário. Já o dólar comercial, sobe 0,38%, cotado a R$ 3,1458 na venda. No exterior o movimento também é de aversão ao risco após a notícia, com os principais índices dos EUA recuando cerca de 0,5%.

Uma semana após o lançamento de 59 mísseis contra uma base aérea na Síria, os Estados Unidos soltaram, no fim da manhã desta quinta-feira (13), sua maior bomba não-nuclear no Afeganistão, sob a alegação de ataque a alvos do Estado Islâmico. De acordo com a rede CNN, que cita militares norte-americanos com conhecimento na missão, o ataque usando a GBU-43/B — conhecida como a “mãe de todas as bombas” — ocorreu às 19h locais (11h30 horário de Brasília).Enquanto isso, os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 subiam 4 pontos-base, a 9,66%, ao passo que os DIs com vencimento em janeiro de 2021 avançavam 4 pontos-base, a 9,89%, com os investidores corrigindo algumas apostas de que o Banco Central poderia cortar a Selic em 125 pontos-base.

“Estão pagando certo penalty pelas apostas de hedge feitas. Era esperada uma alta nos juros, sobretudo de curto prazo, o mercado estava muito entusiasmado. Agora, estão zerando”, observou Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Asset. Na véspera, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros do País em 100 pontos-base.

Destaques da Bolsa
Do lado acionário, as ações da Vale (VALE3; VALE5) aparece entre as poucas altas do Ibovespa seguindo a recuperação do minério de ferro nesta sessão. A commodity negociada com 62% de pureza no porto chinês de Qingdao subiu 0,94% nesta sessão, a US$ 68,68 a tonelada.

Outra a chamar atenção é a Ambev (ABEV3), que, segundo informações da coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, comunicou nesta quarta-feira ao governador Luiz Fernando Pezão sua decisão de não construir uma fábrica de latas em Santa Cruz, orçada em US$ 500 milhões. O motivo da desistência seria o questionamento da oposição a Pezão sobre abrir mão de cerca de R$ 650 milhões em ICMS.

O acordo para que BRF (BRFS3) e Qatar Investment Authority, fundo soberano do Qatar, comprem a Banvit Bandirma Vitaminli Yem Sanayii AS, maior produtora de frango da Turquia, é adiado porque documentos e algumas condições prévias para o
negócio não estarão prontos a tempo para a assembléia geral anual da Banvit nesta quinta-feira. As companhias estão trabalhando para concluir o processo o mais rápido possível e uma nova data de fechamento para o negócio será anunciada nesta sexta-feira, segundo comunicado da companhia turca na noite desta quarta-feira. 

A ação da Banvit chegou a subir 8,7% em Istambul, a maior alta desde 10 de janeiro. As ações tinham caído 11% nas três sessões até quarta-feira com receios de que o negócio poderia não ser fechado.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

C?d. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 EMBR3 EMBRAER ON 15,82 -5,04 -0,92 28,64M
 BBAS3 BRASIL ON 31,07 -3,75 +10,93 157,54M
 CSNA3 SID NACIONALON 7,39 -3,52 -31,89 44,78M
 ESTC3 ESTACIO PARTON 15,95 -3,27 +0,95 11,55M
 ELET3 ELETROBRAS ON 15,42 -3,08 -32,40 11,83M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 VALE5 VALE PNA 26,27 +0,88 +12,55 431,54M
 BRAP4 BRADESPAR PN 19,07 +0,85 +28,42 27,88M
 GOAU4 GERDAU MET PN 4,18 +0,72 -12,92 40,51M
 VALE3 VALE ON 27,60 +0,66 +7,48 54,21M
 ABEV3 AMBEV S/A ON 17,78 +0,62 +8,85 87,48M
* – Lote de mil a??es
1 – Em reais (K – Mil | M – Milh?o | B – Bilh?o)

 

Delação da Odebrecht
O noticiário político segue movimentado, com a divulgação dos vídeos das delações da Odebrecht movimentando Brasília. Os jornais destacam delações de Emílio e Marcelo Odebrecht, além de executivos da empresa, sobre recursos acertados com Michel Temer, Lula, Dilma Rousseff, Aécio Neves e outros políticos importantes.

Em destaque nos jornais de hoje, está a delação de Márcio Faria da Silva, um dos ex-executivos da Odebrecht, que apontou que o presidente Michel Temer comandou em 2010, quando era candidato a vice-presidente, reunião em São Paulo em que se acertou o pagamento de US$ 40 milhões de propina relativos a 5% de um contrato da empreiteira com a Petrobras.

Em nota, Temer negou as acusações: “O presidente Michel Temer jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria. A narrativa divulgada hoje [ontem] não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta. O que realmente ocorreu foi que, em 2010, na cidade de São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha. A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. E isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião”, disse.

Em meio a esse cenário de “terra arrasada” na Lava Jato, a Folha de S. Paulo informa que Temer, Lula e FHC articulam pacto por sobrevivência política em 2018. Além disso, a perspectiva de contaminação na economia elevou a apreensão entre os investidores estrangeiros e o ministro da Fazenda Henrique Meirelles atuará para acalmar mercado em viagem aos EUA, afirma a coluna Painel.  

Fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/6355657/ibovespa-cai-mais-bate-minima-dia-apos-ataque-dos-eua

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