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- 24/04/2017 - 19:07
Hypermarcas salta 4% com rumor de venda e puxa mais duas ações; vencedoras de leilão de transmissão caem até 4%

 

Confira os principais destaques de ações desta segunda-feira

SÃO PAULO – Alívio na França impulsionou os mercados internacionais nesta segunda-feira. Na esteira da alta de Wall Street, o Ibovespa avançou 1% neste pregão, puxado pelas ações de peso dos bancos e Petrobras, que subiram apesar da queda do petróleo. A commodity virou para queda nesta tarde em meio às dúvidas sobre o corte de produção pela Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo).

 

O grande destaque do dia, contudo, ficou com as ações da Hypermarcas, que encerraram como a maior alta do Ibovespa e atingiram na máxima do dia valorização de 7,36%, a R$ 31,38. A agitação em torno dos papéis da empresa ocorreu em meio a rumores de que três companhias estariam interessadas em comprá-la, apesar da negativa da empresa nesta tarde.

Confira abaixo os principais destaques de ações da bolsa nesta segunda-feira:Copasa (CSMG3, R$ 36,18, -2,03%)
Após chegarem a subir 2% esboçando um movimento de recuperação, as ações da Copasa viraram para queda. Os papéis despencaram quase 21% na quinta-feira após a divulgação da revisão tarifária preliminar pela Arsae, que decepcionou e muito o mercado (veja mais clicando aqui). Vale destacar que, após a forte queda, o Scotia Bank elevou a recomendação para os papéis com  preço-alvo sendo reduzido de R$ 45,00 para R$ 43,00.

As ações da Sanepar, após caírem 3,71% na quinta, também se recuperam e sobem cerca de 2%; a Sabesp, por sua vez, que caiu quase 6% na quinta, registra ganhos mais modestas. 

Hypermarcas (HYPE3, R$ 30,35, +3,83% )
As ações da Hypermarcas amenizaram parte dos ganhos registrados mais cedo, mas ainda assim encerraram como a maior alta do Ibovespa. A agitação em torno do empresa ocorreu em meio a rumores de que três companhias estariam interessadas em comprá-la. Segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, João Alves de Queiroz Filho, o Junior, dono da Hypermarcas, teriam hoje em sua mesa três propostas do exterior para vender a empresa, o que fizeram com que as ações chegassem a subir 7% na máxima do dia. 

Contudo, em comunicado divulgado nesta segunda em resposta a esclarecimento feito pedido pela CVM, a Hypermarcas afirmou ter solicitado aos seus acionistas João Alves de Queiroz Filho e Maiorem S.A. de C.V. que se manifestassem sobre o teor da notícia e, em resposta a essa solicitação, a Hypermarcas foi informada que inexistem quaisquer tratativas relativas à venda de suas participações na Companhia. Desta forma, os papéis amenizaram os ganhos, apesar de seguirem em forte alta. 

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, as três empresas interessadas seriam a Johnson & Johnson, Novartis e Takeda Pharmaceutical. Famílias donas das empresas de investimentos Igarapava Participações e Maiorem SA de CV, que detêm uma participação combinada de 34% da Hypermarcas contrataram as unidades de bancos de investimento do Bradesco e do Credit Suisse para assessorar a venda, disseram as fontes.  Nenhuma das empresas interessadas apresentou ofertas ainda, disse uma das fontes à agência. Uma proposta para comprar a participação da família do bilionário João Alves Queiroz Filho, que controla a Igarapava, e dos investidores mexicanos donos da Maiorem dispararia direitos de tag-along para acionistas minoritários, acrescentaram as fontes. 

As ações da Qualicorp (QUAL3, R$ 22,10, +3,46%) e RD (RADL3, R$ 64,00, +2,93%) também subiram forte, sinalizando que os investidores estão de olho no setor de saúde na bolsa após a notícia sobre a Hypermarcas. 

B3 (BVMF3, R$ 19,02, -0,68%)
As ações da B3 ficaram congeladas por mais de uma hora na tarde desta segunda-feira (24), por conta de um “block trade” (leilão agendado por um grande investidor para se desfazer de uma quantidade de ações). A operação, que ocorreu das 12h26 às 13h36 (horário de Brasília), envolveu 29.623.700 papéis da empresa, ou 1,43% de suas ações ordinárias, movimentando mais de meio bilhão de reais. 

Embora não o resultado da operação não tenha sido divulgado, dados do Profit Chart mostram que a venda saiu a R$ 19,10 por ação, ficando acima do preço previsto (de R$ 18,75), movimentando um total de R$ 565,8 milhões. Ainda assim, as ações da B3 tiveram desaceleração após o leilão, uma vez que eram negociadas no minuto anterior ao “block trade” a R$ 19,23. 

As informações sobre o montante de ações que foram ofertadas no leilão, assim como o preço, foram divulgadas nesta segunda-feira pela bolsa. Ainda segundo o comunicado, as operações – tanto de compra quanto de venda das ações – seriam intermediadas pelo Bank of America Merrill Lynch.

BRF (BRFS3, R$ 40,65, 0,0%)
As ações da BRF perderam força em meio à notícia da Bloomberg de que a empresa adiou a venda de unidade em meio à Operação Carna Fraca, da Polícia Federal. Em um minuto – das 15h10 às 15h11 – as ações da empresa mergulharam 1%, mas logo recuperaram parte do terreno perdido. 

Fontes familiarizadas com  disseram à Bloomberg que a BRF decidiu adiar a venda de fatia da OneFoods, focada em alimentos para o público muçulmano, após ter recebido ofertas abaixo do esperado pela unidade no mês passado.

De acordo com a agência de notícias, a empresa, que espera avaliar o negócio em cerca de US$ 5 bilhões, pode reiniciar o processo de venda nas próximas semanas. A empresa ainda não se manifestou sobre o assunto.

Petrobras (PETR3, R$ 14,39, +0,84%; PETR4, R$ 14,03, +1,08%)
As ações da Petrobras subiram, apesar da virada para baixo dos preços do petróleo no mercado internacional. Do lado positivo, os investidores reagiram ao novo reajuste de preços da companhia e o ânimo internacional com o segundo turno entre Emmanuel Macron e Marine Le Pen (veja mais clicando aqui). 

A Petrobras decidiu na quinta-feira aumentar o preço do diesel nas refinarias em 4,3% e o da gasolina em 2,2%, em média, com a alta valendo desde a última sexta-feira. Além de câmbio e preços internacionais do petróleo e derivados, a decisão também levou em conta ajustes na competitividade da empresa no mercado interno. O Credit Suisse também destacou esperar reação marginalmente positiva do mercado ao ajuste, “principalmente devido prêmio maior do diesel em relação ao ajuste de preços de fevereiro”. Além disso, a estatal informou que recebeu de seu acionista controlador, a União, pedido de substituição de candidatos para o conselho fiscal da companhia. As eleições irão ocorrer em assembleia geral ordinária (AGO) marcada para 27 de abril. 

Vale (VALE3, R$ 27,45, +0,62%; VALE5, R$ 26,30, +0,80%)
A Vale amenizaram os ganhos de mais de 2% nesta manhã, mas ainda fecharam em alta seguindo o ânimo internacional e também a recuperação do minério na sexta, quando a commodity subiu mais de 4% em Qingdao, quando a B3 estava fechada por conta do feriado de Tiradentes. Contudo, nesta segunda, o dia foi de  queda de cerca de 2,5% da commodity, para US$ 66,53 a tonelada. 

A companhia ainda aprovou na última quinta-feira o pagamento de R$ 4,67 bilhões em dividendos, correspondentes a R$ 0,905571689 por ação ON e PN em circulação no mercado. São elegíveis a receber a remuneração detentores de ações da mineradora no Brasil em 20 de abril e detentores de ADRs (American Depositary Receipts) na Nyse e na Euronext Paris em 26 de abril. O pagamento será realizado a partir de 28 de abril. Além disso, a agência de classificação de risco S&P revisou a perspectiva do rating global da Vale – atualmente “BBB” – de estável para positiva, refletindo, principalmente, os esforços da mineradora para reduzir sua dívida. As ações da empresa também devem reagir à queda do minério de ferro no mercado spot.

As siderúrgicas fecharam em sentidos opostos: a Usiminas (USIM5, R$ 4,04, 0,0%) perdeu força e fechou estável, embora tenha tido recomendação elevada para outperform pelo BB Investimentos, enquanto o Morgan Stanley elevou a recomendação dos papéis de underweight para equalweight. Gerdau (GGBR4, R$ 9,68, +1,36%) e CSN (CSNA3, R$ 7,39, -0,94%) fecharam entre perdas e ganhos. 

Bancos
Os bancos também registraram alta em meio ao cenário de alívio no exterior com as eleições na França: Banco do Brasil (BBAS3, R$ 32,30, +2,87%), Bradesco (BBDC3, R$ 31,60, +1,90%; BBDC4, R$ 31,71, +1,83%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 38,47, +1,93%). 
Eztec (EZTC3, R$ 19,42, -0,46%)
A Eztec viraram para queda, após subirem 1,64% na máxima do dia. O mercado reagiu à prévia operacional do primeiro trimestre. As vendas líquidas da companhia caíram 66,7% no primeiro trimestre deste ano, na comparação anual, indo para R$ 9 milhões, segundo prévia operacional. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, a retração foi de 78,1%. A empresa fechou o período com vendas brutas de R$ 114 milhões e distratos de R$ 105 milhões.

De acordo com o BTG Pactual, os números foram mais fracos do que o esperado, o que pode pesar negativamente na ação principalmente após uma recente performance positiva, com o papel subindo 25% no acumulado do ano. Contudo, a recomendação segue de compra para os papéis, com a expectativa de recuperação mais rápida em comparação a outras empresas do segmento de classe média e alta.
CCR (CCRO3, R$ 19,42, -0,46%)
O grupo de concessões CCR informou que concluiu na quinta-feira a aquisição de fatia de 15% que a Odebrecht Transport Participações detém na ViaQuatro. A operação havia sido anunciada pela empresa em 9 de março e o valor do negócio é de R$ 171,1 milhões.
Transmissoras
As ações de algumas companhias de transmissão reagem negativamente ao leilão realizado nesta segunda-feira na B3. A disputa foi grande pela maior parte dos 35 lotes, que somam uma receita anual permitida (RAP) máxima de R$ 2,7 bilhões. Venceram aqueles que oferecerem maior deságio em relação à RAP máxima estabelecida pela Aneel para cada lote. 

A Alupar (ALUP11, R$ 19,15, -4,01%) registrou uma das maiores quedas, com o consórcio formado pela companhia e pela Apollo Participações saindo vitorioso do lote 19 ao oferecer deságio de 48% em relação ao valor máximo de R$ 190,595 milhões.  Já a Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 59,58, -3,59%) venceu o lote 1 em conjunto com a Taesa (TAEE11, R$ 22,61, -3,62%) com um deságio de 33,24%, o lote 5 com deságio de 32,2% e  lote 6 ao oferecer deságio de 44,51%. A Energias do Brasil (ENBR3, R$ 13,11, -2,60%) venceu os lotes 7, 11 e 21, em consórcio ou individualmente. 

Natura (NATU3, R$ 31,49, +3,28%)
A L’Oreal escolheu a Natura Cosméticos além de companhias de private equity como ofertantes na próxima rodada do leilão para seu negócio Body Shop, disseram pessoas familiarizadas com o assunto para a agência Bloomberg. CVC Capital Partners, Advent International Corp. e Investindustrial Advisors SpA também estão entre as empresas da disputa, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque o processo é privado.

Ofertas pela Body Shop atingiram mais de 800 milhões de euros (US$ 856 milhões), disseram as fontes. Ofertas vinculantes devem ser apresentadas no início de junho, disse uma das pessoas.

“A Natura não confirmou, mas acreditamos que o negócio ajudaria a diversificar o modelo de negócios, reduzindo a dependência do canal de venda direta, que vem caindo. (…) Apesar da melhora sequencial de resultados esperada para os próximos trimestres, recebemos bem as iniciativas para melhorar as vendas. Porém, achamos que as margens e ROIC ainda devem ficar distantes do pico, o que justifica nossa visão mais cautelosa no case especialmente no nível atual de valuation”, aponta o BTG Pactual em relatório. 

 OdontoPrev (ODPV3, R$ 11,06, -4,98%)
As ações da OdontoPrev caíram forte após, em relatório, o JPMorgan reiterar recomendação underweight, apontando que a maior competição diminui a lucratividade da companhia. 

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