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- 04/04/2018 - 09:39
Gartner: Chegou a hora do mercado de infraestrutura voltar a crescer no Brasil

Durante coletiva realizada hoje (3/4) dentro da Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Gestão de Operações & Data Center, o chairman do evento, Henrique Cecci, apontou uma mudança de rumos no mercado brasileiro de TI. Se antes o desafio das empresas era otimização de custos, agora o foco é na inovação e agilidade.

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“Os investimentos, que ficaram parados por um tempo, vão voltar a acontecer e a área de infraestrutura é a primeira a mostrar recuperação”, afirma. Segundo Cecci, que também é diretor de Pesquisas do Gartner, a necessidade de infraestrutura básica para implantar e desenvolver novas tecnologias vai puxar o mercado de data center.

“Nos últimos três anos, o País segurou os investimentos e se distanciou até mesmo dos outros países latinos. Agora, as empresas brasileiras correm atrás e a infraestrutura será necessário para encurtar essa distância”, explica. Com isso, o desenvolvimento da TI pode ocorrer de forma mais rápida que nos outros mercados.

Isso é resultado da nova visão de mercado das empresas, onde 32% colocava a otimização de custos como principal desafio em 2017, caindo para o quinto lugar (18,6%) neste ano, de acordo com pesquisa com clientes brasileiros do Gartner. Já a inovação e a agilidade, que estava na sexta posição (21%) em 2017, subiu para o segundo (25,21%) em 2018. O principal desafio este ano é melhoria dos processos de TI (26,45%).

Já no quesito de principal tecnologia para investimento, 23% das empresas colocam o Business Intelligence/Analytics como prioridade. Digitalização (14%), CRM (8%) e automação (8%) vem em sequência. Infraestrutura é a quinta prioridade (7%), mas Cecci ainda aponta que o setor vai crescer, puxado pela falta de capacidade computacional do Brasil.

Segundo ele, a tendência é que o setor de data center cresça tanto em novas infraestruturas de provedores de colocation quanto de empreendimentos on premises. “É uma oportunidade para a implementação de data center do tipo tier II para operações mais simples e descentralizar as infraestruturas pelo País”, encerra o chairman.

 

 

Fonte: IP News

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