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- 03/04/2018 - 08:52
Empresas de logística precisam avançar na digitalização de processos

Soluções de última geração de robótica, Inteligência Artificial, blockchain, soluções analíticas de Big Data e sensores estão revolucionando a cadeia logística tradicional. Porém, o ritmo com que essas novas tecnologias e soluções se desenvolvem é tão acelerado que as cadeias de suprimentos precisam se esforçar para não ficar para trás.

É o que aponta uma pesquisa global realizada por Lisa Harrington, presidente do grupo lharrington Group LLC, e encomendada pela DHL, empresa de logística global, com cerca de 350 profissionais de supply chain e operações. Entre os entrevistados, 95% afirmaram que não aproveitam totalmente os benefícios de redução de custos em potencial oferecido pelas soluções analíticas físicas e de informações.

Mais de 75% das empresas reconhecem os benefícios em potencial da redução de custos das Tecnologias da Informação (TI), mas apontam os desafios organizacionais como obstáculos para a adoção. Esse é um cenário que precisa evoluir. “Identificar práticas e soluções para a melhoria e racionalização da distribuição de mercadorias deve ser suportada pelos pilares pessoas, tecnologia e processos”, sugere o Head de TI da DHL Supply Chain no Brasil, Luiz Rodrigues.

No Brasil, a empresa tem procurado se aproximar de startups e empreendedores por meio de parcerias com a Weme, em Campinas, e a Endeavor, para suportar essa transformação. “A busca pela inovação tem sido a saída para enfrentar e minimizar os graves problemas de infraestrutura de logística urbana nas grandes cidades brasileiras”, complementa.

Globalmente, a DHL está começando a utilizar drones, robôs colaborativos, Big Data e equipamentos autoguiados em suas operações ao redor do mundo. A Realidade Aumentada tem apoiado o trabalho nos armazéns a gerar eficiências na seleção de itens, e os robôs estão melhorando o tempo desse processo e auxiliando os funcionários em tarefas repetitivas, como os serviços de embalagem.

Os entrevistados do estudo global classificaram as soluções analíticas de Big Data como as soluções de informações mais importantes (73%) e relataram que suas empresas estavam investindo nessa tecnologia, à frente dos aplicativos baseados na nuvem (63%), Internet das Coisas (54%), blockchain (51%), aprendizagem de máquina (46%) e economia compartilhada (34%).

Rodrigues analisa que, na era digital, o número intenso de dados, que podem ser tratados por algoritmos robustos fornecem informações valiosas para melhor monitoramento, controle e otimização dos recursos disponíveis. “Já existem roteirizadores que refazem a rota de sequência de entrega em tempo real caso aconteça um congestionamento não previsto, uma alteração na agenda de entrega pré-definida ou mesmo para adicionar uma coleta de logística reversa não prevista”, exemplifica.

Segundo ele, as duas barreiras principais para a adoção destas tecnologias são as questões regulatórias e o desenvolvimento da própria tecnologia que demanda alguns avanços para a captura de seu valor integral. Mas os ganhos possíveis devem impulsionar a adoção nos próximos anos. “O aumento da confiabilidade e a redução de erros são aspectos importantes, além, claro, da redução de custos, o aumento da eficiência, a agilidade das operações e da segurança”, assinala.

 

 

Fonte: JCRS

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