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- 01/03/2017 - 23:50
Empreendedorismo por necessidade
 

Cresce o número de negócios por conta própria de pessoas que perderam o emprego e não conseguiram se recolocar novamente no mercado de trabalho

Sair do emprego com carteira assinada e se aventurar no negócio próprio. Com o agravamento da crise econômica, a prática tem crescido substanciamente. É o chamado empreendedorismo por necessidade. São pessoas que foram desligadas da empresa e, sem conseguir uma nova oportunidade, resolveram investir em um empreendimento. Foi assim com Andeclevison Capitó. O agora empresário nunca pensou em ser dono do próprio negócio. “O desemprego gerou a necessidade”, diz.

Em janeiro, após tirar férias, Capitó foi desligado de uma indústria onde trabalhava como vendedor externo. Até junho ele buscou, sem sucesso, uma nova oportunidade no mercado de trabalho. “As contas já se acumulavam e aí, em uma conversa informal, decidi abrir uma padaria. Dei meu carro de entrada no maquinário e a família da minha esposa cedeu um espaço de um comércio deles para começarmos a trabalhar”.

A padaria Nosso Sonho, em Garanhuns, funciona há três meses e já deu um novo ânimo à família. “Já conseguimos comprar outras máquinas e ampliar a produção. Foi um projeto que veio com a crise, nós abraçamos e agora estamos saindo da crise”, enfatiza após contar que já tem planos de expandir o projeto. “Se tudo der certo, no ano que vem iniciaremos a construção da nossa padaria em um terreno que temos”, planeja.

Entre novembro de 2014 e o último dia 11 de fevereiro, o número de Empreendedores Individuais (EI) cresceu 45,97% em Pernambuco, segundo levantamento realizado pelo Sebrae/PE. O percentual é bem parecido ao registrado no país, que teve um incremento de 49,9% na abertura de novos negócios. Mas no estado há uma curiosidade: o número de negócios abertos pelo interior. As formalizações no Agreste Meridional, por exemplo, tiveram um crescimento de 43%. O maior número de empreendimentos está em Garanhuns, que aponta uma alta de 43,5%.

“Garanhuns tem crescido economicamente e se tornou uma cidade polo no Agreste. Com isso, há uma demanda maior de novos negócios. O desemprego gera a oportunidade e as pessoas estão abraçando esses nichos econômicos. O primeiro grande passo é a formalização. Ainda temos uma incidência de informais muito grande. Isso atrapalha o desenvolvimento econômico. Por isso há espaço na cidade para os que buscam a profissionalização e a formalização”, afirma o analista de orientação empresarial do Sebrae/PE, Jefferson Fernandes.

A figura do Microempreendedores Individuais (MEI) tem ganhado espaço principalmente pelos benefícios da formalização. Para se enquadrar no programa, é necessário faturar hoje até R$ 60 mil por ano ou R$ 5 mil mês, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e no máximo um empregado contratado que receba o salário-mínimo ou o piso da categoria. Em contrapartida, o empresário terá como despesas o pagamento mensal, que corresponde a R$ 45 (Comércio ou Indústria), R$ 49 (prestação de Serviços) ou R$ 50 (Comércio e Serviços). O MEI será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).

 

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