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- 25/04/2018 - 08:31
Em dia de disparada dos Treasuries, Ibovespa segue exterior e fecha em queda; dólar sobe

SÃO PAULO – Depois de chegar a subir 1,14% na máxima do intraday, o Ibovespa virou para o campo negativo encerrou a terça-feira (24) em leve queda de 0,16% a 85.469 pontos. Assim como nas sessões anteriores, o benchmark da bolsa brasileira refletiu maior preocupação com os efeitos de uma possível onda inflacionária provocada pela valorização das commodities, o que incitaria posição mais agressiva das autoridades monetárias, com destaque para o Federal Reserve. Com isso, o índice ficou ainda mais distante da resistência técnica dos 86 mil pontos. O giro financeiro negociado na B3 neste pregão foi de R$ 9,461 bilhões.

O movimento do Ibovespa acompanhou o desempenho dos principais índices acionários de Wall Street, em mais um dia de alta dos Treasuries de 10 anos, que atingiram a faixa de 3% pela primeira vez em quatro anos. A alta dos títulos norte-americanos reduz o apetite dos investidores por outros ativos de risco, já que torna mais atraentes ativos considerados mais seguros. Diante deste quadro, os índices Dow Jones e S&P 500 recuaram mais de 1% neste pregão, enquanto o VIX, mais conhecido como “índice do medo”, disparou quase 15%.

A escalada dos Treasuries está relacionada à forte alta do petróleo neste mês, já que eleva a expectativa por maior pressão inflacionária pelo mundo, uma vez que os combustíveis são um componente que afeta os preços em diversos setores da economia. Com isso, cresce a probabilidade de o Federal Reserve elevar os juros norte-americanos mais rapidamente e reduzir a liquidez no mercado.

Os Treasuries normalmente têm demanda elevada em períodos de maior instabilidade nos mercados acionários. Nestes momentos de postura mais cautelosa por parte dos investidores, os rendimentos (yields) dos títulos recuam e o que aumenta é o PU (Preço Unitário) do ativo.

Além disso, o Ibovespa “briga” com a valorização do dólar. Depois de inciar o pregão em baixa, o dólar comercial voltou a ganhar força e está cada vez mais próximo do topo consolidado entre outubro e dezembro de 2016 em R$ 3,50, que trata-se da principal resistência de curto prazo da moeda.

Para tentar amenizar esse movimento, o Banco Central realizou leilão integral dos 3.400 swaps cambiais para rolagem dos contratos que vencem em maio e somam US$ 2,56 bilhões. Neste pregão, a moeda americana subiu 0,48% ante o real, cotada a R$ 3,4693 na venda.

Destaques da Bolsa

Do lado acionário, os papéis da Cosan (CSAN3) figuraram entre as principais altas da carteira teórica do índice, após oficializada a compra da Shell Argentina. Ainda na ponta positiva, os papéis da Cielo (CIEL3) fecharam em alta acima de 3%. No noticiário da companhia, o jornal O Estado de S.Paulo noticiou que a companhia aliou-se aos seus sócios — Bradesco e Banco do Brasil — para reforçar a sua força de distribuição em um momento de concorrência elevada no setor de cartões por conta dos novos entrantes, como PagSeguro, do Uol, e banco Safra. A aposta é em um terminal co-branded – ou seja, as tradicionais maquininhas da adquirente ganharão uma nova roupagem com a marca do sócio.

 

Agenda de indicadores

Em destaque na agenda doméstica, a arrecadação com impostos, contribuições e demais receitas pelo governo atingiu R$ 105,7 bilhões em março, enquanto os analistas esperavam R$ 109 bilhões. Apesar do resultado abaixo do esperado, esse foi o maior valor para meses de março desde 2015. Além disso, o Ibope deve divulgar às 19h20 pesquisa sobre intenção de votos para presidente a partir de entrevistas em São Paulo.

Nos EUA, as vendas de novas moradias em março superaram as expectativas ao registrarem avanço de 667 para 694 mil na passagem mensal, enquanto os analistas esperavam 631 mil novas moradias. A confiança ao consumidor também surpreendeu positivamente, ao marcar 128,7 pontos em abril, enquanto o mercado aguardava 126,1 pontos.

 

 

Fonte: InfoMoney

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