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- 12/06/2018 - 08:56
Dólar sobe e fecha a R$ 3,728

Fortaleza/São Paulo. Após registrar a maior queda em quase 10 anos na sexta-feira (8), o dólar teve um dia volátil nessa segunda-feira (11) e acabou encerrando os negócios em leve alta. O dólar comercial ganhou 0,51%, a R$ 3,7280. Na cotação à vista, que fecha mais cedo, houve queda de 1,33%, a R$ 3,6977. A elevação da moeda americana no exterior, ante as principais divisas de países desenvolvidos e emergentes, ajudou a manter as cotações pressionadas no Brasil, mesmo com a injeção de US$ 3,25 bilhões no mercado pelo Banco Central (BC).

A cotação da moeda no mercado influenciou o dólar turismo, Em algumas das principais casas de câmbio de Fortaleza, o dólar, com o IOF incluso, podia ser encontrado de R$ 3,88, na Sadoc, até R$ 3,97, na Labor Câmbio. Já no cartão, a cotação podia ser encontrada por R$ 4,11, na Confidence, e por R$ 4,22, na Labor, também com o IOF incluído. As empresas, no entanto, oferecem descontos de acordo com valor adquirido ou condicionado à compra de seguro viagem.

Seguindo a promessa de injetar US$ 20 bilhões no mercado até a sexta-feira (15), o BC fez novo leilão extra de swap cambial e injetou mais US$ 2,5 bilhões em dinheiro novo no mercado, além dos US$ 750 milhões que vem despejando diariamente. O leilão foi pela manhã e fez as cotações do dólar caírem em seguida, batendo a mínima em duas semanas (R$ 3,67) por volta do meio-dia.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, evitou adiantar a estratégia para o câmbio na próxima semana, quando terminar esse lote adicional de swap. “Nosso objetivo tem sido o de estabilizar o mercado de câmbio. Não temos qualquer problema em usar as reservas internacionais”.

Bovespa

A cautela voltou a marcar os negócios no mercado de ações e o Índice Bovespa teve ontem sua quinta queda consecutiva, puxado principalmente pelas ações do setor financeiro. O índice chegou a subir mais de 1% pela manhã, mas perdeu sustentação e fechou em baixa de 0,87%, aos 72.307,77 pontos. O volume de negócios somou R$ 9,6 bilhões e ficou abaixo da média dos últimos dias, evidenciando um pregão sem os sobressaltos das últimas semanas.

As ações com maior influência no resultado final do Ibovespa foram as do segmento financeiro, que fecharam com quedas que chegaram a superar os 3%. Responsáveis por mais de 25% da composição do Ibovespa, esses papéis já vinham mostrando desempenho mais fraco desde a abertura positiva da bolsa. Banco do Brasil ON terminou o dia em queda de 3,30%, Itaú Unibanco perdeu 2,89% e as units do Santander recuaram 3,13%.

Já as ações da Petrobras fecharam com altas de 2,17% (ON) e 1,05% (PN), influenciadas pela expectativa positiva em relação à cessão onerosa.

Em cinco pregões de queda, o Ibovespa perdeu 8%, o que leva o acumulado do ano a uma perda de 5,36%. Na mínima do dia, à tarde, o Ibovespa chegou a cair 1,51%, perdendo pontualmente o patamar dos 72 mil pontos (71.843 pontos). Parte da volatilidade foi atribuída à movimentação em torno do vencimento do Ibovespa futuro, na quarta-feira. Profissionais ponderam, no entanto, que o volume de negócios baixo acabou por amplificar operações de menor porte.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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