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- 03/10/2018 - 08:40
Dólar fecha perto dos R$ 3,90, e Bolsa dispara

São Paulo. O mercado financeiro começa a colocar em suas projeções e no preço dos ativos a possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) vencer a corrida presidencial ainda no primeiro turno, o que derrubou o dólar em mais de 2% e levou a Bolsa a disparar ontem (2). A moeda americana recuou 2,09% R$ 3,9350, no menor patamar desde 17 de agosto – na mínima, a moeda chegou a ser negociada a R$ 3,9060. Apenas três divisas emergentes avançaram sobre o dólar nesta terça: o peso argentino, o real e o iene.

A reação eufórica e descolada do exterior reflete a pesquisa Ibope divulgada na segunda, após o fechamento do mercado. “Muitos analistas esperavam que as intenções de voto de Bolsonaro fossem afetadas depois dos protestos contra o candidato no final de semana”, escreveu Tony Volpon, economista-chefe do banco UBS em relatório.

“A pesquisa surpreendeu porque Bolsonaro estava perdendo tração. Ele apanhou a semana inteira na imprensa, dos adversários e aí chega na pesquisa e abre 4 pontos”, diz Victor Candido, da corretora Guide.

Inclinação às reformas

Bolsonaro é considerado um candidato mais inclinado que Haddad a promover as reformas que o mercado considera necessárias para a recuperação da economia. A visão dos investidores locais permanece mesmo com as indicações de instituições do mercado internacional contra o capitão reformado.

Nesta segunda, a agência de classificação de risco Standard&Poor’s disse que Bolsonaro representava um risco maior à agenda econômica do mercado do que Fernando Haddad. Semanas antes, a conceituada revista americana The Economist, conhecida por seu viés liberal, também apontou riscos sobre uma eventual presidência de Jair Bolsonaro no Brasil.

Ações

A Bolsa brasileira foi impulsionada pelos mesmos motivos que fizeram o dólar crescer e avançou 3,78%, a 81.593 pontos, no maior nível desde 22 de maio, no início da paralisação dos caminhoneiros. A alta foi puxada pelas ações de estatais. Os papéis do Banco do Brasil subiram mais de 11,41% e puxaram papéis de todo o setor bancário. As ações preferenciais da Petrobras avançaram 8,66%, enquanto as ordinárias ganharam 6,74%.

Economistas dizem, no entanto, que a manutenção da euforia dependerá da confirmação do cenário pelas próximas pesquisas que deverão ser divulgadas.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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