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- 18/09/2019 - 07:00
De olho nos chips do NE, Vivo estuda compra de rede móvel da Oi

Última a chegar em terreno nordestino, a Vivo planeja um movimento de mercado que pode torná-la ainda mais dominante no País e uma das líderes na Região. O segredo está na compra parcial ou total da rede móvel da Oi, que é alvo de investidas da Telefônica – controladora da Vivo. O novo porte se dá pela presença da Oi, que está em processo de recuperação judicial, nos estados nordestinos.

Segundo fontes do mercado, o interesse da Telefônica se refere especificamente às redes de telefonia e dados móveis da operadora brasileira, que integram as tecnologias 3G e 4G, e não à estrutura fixa voltada aos serviços de voz, banda larga e TV paga.

Somente no Ceará, a Oi é a operadora de 2.797.880 chips, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o que representa 32,39% do mercado de telefonia móvel local. A participação de mercado é a segunda maior do Estado, atrás apenas da Tim, com 2.912.275 de chips e 34,28% de mercado.

Já a Vivo possui apenas 723.393 chips no Ceará (8,51%) e, com a aquisição da rede móvel da concorrente, saltaria para a liderança absoluta no mercado do Ceará, que é um espelho do que aconteceria nos demais estados da região Nordeste.

Proposta

Ainda mais cedo, o jornal espanhol El Confidencial informou que a Telefônica contratou o banco de investimentos Morgan Stanley para ajudá-la a fazer uma proposta total ou parcial pela Oi. O jornal cita fontes próximas à Telefônica, que estaria analisando comprar a operadora.

Segundo o jornal, o banco JP Morgan também poderia participar da operação, se o negócio for adiante. Um dos principais entraves, a concentração de mercado, teria diminuído por conta da aprovação do novo marco das comunicações, na semana passada. A nova lei das teles vai permitir que as empresas migrem do regime de concessão para o de autorização, de forma que elas poderão focar menos nos serviços na telefonia fixa e mais na transferência de dados, como a banda larga.

“Ao que tudo indica, a Vivo, que tem atuação muito focada em São Paulo, deve ir atrás da rede de fibra óticas da Oi devido a sua capilaridade, com penetração em boa parte do Brasil”, apontam Felipe Bevilacqua, gestor especialista, e Eduardo Guimarães, especialista de ações da Levante Investimentos, em relatório.

Fonte: Diário do Nordeste

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