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- 29/10/2019 - 07:00
Com inovação tecnológica, privatização é inevitável no futuro, diz presidente do BB

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou que a privatização do Banco do Brasil será inevitável no futuro, em face a revolução tecnológica no setor bancário puxada, especialmente, por fintechs e pelo open banking — ferramenta que permite o compartilhamento de informações de clientes entre os agentes do setor.

A informação é do jornal O Estado de S.Paulo, que ouviu Novaes, nessa sexta (25), após ele palestrar durante um almoço promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

“Do jeito que a modernização do sistema bancário se acelera, nesse mundo de inovações constantes, é óbvio que uma instituição publica não vai ter a mesma velocidade de adaptação”, opinou Novaes, que completou: “Por enquanto, o banco ainda é extremamente eficiente e vai permanecer eficiente por algum tempo, mas, em algum momento, a perspectiva da privatização vai ter que ser enfrentada.”

Ainda que a fala do presidente do BB tenha sido expressada por ele como sua “opinião pessoal”, ele admitiu nutrir a expectativa de que esse posicionamento seja defendido também pelo governo e pela “classe política” como um todo. Ele evitou responder se achava possível avançar na privatização ainda sob o governo de Jair Bolsonaro (PSL).

O presidente da instituição financeira disse, na palestra, que os bancos terão de se adaptar ao mundo “de open banking e fintechs” em “dois, três, quatro anos”. Por outro lado, de concreto, reforçou que a estratégia de sua administração é privatizar todas as subsidiárias ou empresas nas quais o BB tenha participação que não tenham “sinergia” com sua atividade principal.

Fonte: Yahoo

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