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- 15/10/2018 - 09:44
China: o papel da educação em um dos países mais inovadores do mundo

Você já deve ter ouvido falar sobre o rigoroso sistema de educação da China. A disciplina dos chineses se tornou referência mundial, garantindo ao país impressionantes índices. Como prova disso, cerca de 95% da população do país é alfabetizada, com grande parte do investimento do governo em educação. Ou seja, a capacitação começa cedo.

Com a transformação digital, o cenário é o mesmo, mas com um novo foco. “Nas principais cidades escolhidas para serem pólos de desenvolvimento da China, as escolas profissionalizantes, universidades e cursos técnicos já são bastante voltados à tecnologia”, diz José Renato Domingues, diretor de executivo de pessoas, sustentabilidade e inovação da Tigre, em entrevista à StartSe. O executivo passou uma semana em Shenzhen, conhecida como a cidade da inovação. Lá, entendeu o ecossistema e como o país se tornou referência mundial, assim como o Vale do Silício.

Educação e tecnologia

Em 2013, o governo chinês anunciou um investimento de US$ 1,7 bilhão para educação e ciência. A Universidade de Tsinghua foi uma das grandes apostas do país: no mesmo ano, ela garantiu 10% do orçamento total destinado à inovação – cerca de 4 bilhões de yuans anuais, somado ao orçamento de 3 bilhões do Tuspark, um parque tecnológico instalado no local formado por diversas estruturas de negócios. O plano é tornar Tsinghua uma referência mundial de inovação em 2020.

Neste cenário, os tablets, os smartphones e outras ferramentas digitais se tornaram parte do cotidiano dos alunos, que passaram a ter contato com disciplinas voltadas à tecnologia, inovação e empreendedorismo. Na Universidade de Pequim, uma das maiores da China, o incentivo já gera resultados: cerca de 12% dos universitários formados abrem startups ou trabalham nelas. Em 2005, eram apenas 4%. 

Mas se engana quem pensa que os empreendedores deixam a disciplina de lado ao fundar suas próprias empresas. Na China, há uma cultura de trabalho, inclusive nas startups, chamada 9/9/6. Isso significa que a jornada dura das 9h às 21h, seis dias por semana. São horas intensas com foco em crescimento e resultados. Não é por acaso que grande parte dos unicórnios – startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão – estão lá. Atualmente, são 79, número apenas menor que os Estados Unidos, que possui 129 unicórnios. Para saber mais sobre o universo de startups da China e como o país se tornou o universo do hardware, confira a primeira matéria deste especial.

Indústria 4.0

Já não há mais dúvidas de que a inovação se tornou um dos pilares mais importantes para o crescimento da China. Em julho deste ano, o governo chinês divulgou um plano nacional de desenvolvimento focado em uma tecnologia: Inteligência Artificial. Segundo o Conselho de Estado do país, o valor das principais indústrias de Inteligência Artificial da China ultrapassará 150 bilhões de yuans (22,15 bilhões de dólares) até 2020 e 400 bilhões de yuans (59,07 bilhões de dólares) até 2025. Com isso, o país deseja de tornar o líder mundial em desenvolvimento de IA até 2030.

Durante sua imersão em Shenzhen, Domingues notou essa preocupação e o investimento nos players mais inovadores. “As indústrias mais pesadas, antigas e poluidoras estão saindo das grandes cidades, como Shanghai e Pequim, e indo para o interior do país. No lugar delas, ficaram as de robótica, placas solares e outros produtos. Cerca de 53% das placas do mundo são produzidas pela China”, disse o executivo.

Isso faz parte de um plano da China para se modernizar ainda mais e subir de patamar. Em 2015, Pequim anunciou o plano Made in China 2025, para que o país se torne uma potência industrial mundial, baseada em tecnologia avançada. Na primeira etapa, a China deve modernizar os setores industriais, fortalecer sua posição como uma grande nação inovadora e promover a produção de qualidade com tecnologias de manufatura inteligente. A partir disso, o país poderá se tornar líder mundial em tecnologia e impulsionar as atividades na área para manter vantagens competitivas. 

Para Domingues, as mudanças estão acontecendo rápido, e algo que chamou sua atenção foi o incentivo para estrangeiros. “Hoje não temos uma operação de fábrica lá, mas o governo nos dá boas condições para que isso aconteça”, disse. Porém, segundo o executivo, há uma condição: a indústria precisa ter um mínimo de automação para gerar empregos de alta capacitação.

Um convite

Para conhecer mais sobre um dos ecossistemas mais inovadores do mundo, não perca o China Day Conference, evento promovido pela StartSe em São Paulo sobre as tecnologias e cases de sucesso do país! Acesse o site oficial e garanta a sua vaga!

 

Fonte: StartSe

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