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- 06/04/2018 - 09:18
Cenário doméstico puxa alta de 1,01% à bolsa

Com o resultado do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desfavorável ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, investidores reposicionaram suas carteiras atuando na ponta compradora. O índice encerrou em alta de 1,01%, a 85.209,66 pontos.

“Agora que o mercado digeriu a questão do habeas corpus de Lula, as atenções se voltam para os dados do mercado de trabalho nos EUA hoje”, ressaltou Fabricio Estagliano, analista-chefe da Walpires Corretora.

O giro financeiro somou R$ 13,130 bilhões, indicando o maior fluxo de negócios, acima da média anual.

Apesar do arrefecimento do índice à vista na segunda etapa do pregão, as ações de empresas que mais têm correlação com tensões no campo político local, como as blue chipsPetrobras e Banco do Brasil, se mantiveram perto das máximas intraday, recuperando as perdas dos últimos dias em razão da cautela dos investidores. Os papéis do BBAS ON subiram 2,92%.

Já as ações da petroleira estatal encerraram com ganhos de 3,78% (PN) e 2,73% (ON), também influenciadas pela alta nas cotações dos contratos futuros de petróleo no mercado internacional. O petróleo WTI para maio avançou de 0,27% e o Brent subiu 0,46%.

A perspectiva de analistas é que, caso o Ibovespa se firme no nível dos 85.600 pontos, pode haver tração para alcançar novas máximas históricas, principalmente com a volta do investidor estrangeiro que pode dar esse impulso.

Segundo dados da B3, os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 288,368 milhões na última terça-feira. Em abril, os ingressos já somam R$ 417,237 milhões e, com isso, o saldo de 2018 segue positivo em R$ 459,630 milhões.

Mercado CambialO comportamento do dólar ante o real, por sua vez, acabou por surpreender o mercado na sessão de ontem, resistindo à tendência de baixa esperada inicialmente. A moeda encerrou praticamente estável (+0,01%), aos R$ 3,3405.

Pela manhã, a desmontagem de posições compradas levou a divisa a cair mais de 1%, como reflexo da rejeição do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo STF. O movimento não demorou a perder força e a moeda passou a operar com viés de alta durante a tarde.

“Foi um dia bem fora da normalidade, dada a alta nos dias que precederam a votação no STF. O movimento foi mais técnico, mas mostra que o dólar não tem força para cair”, disse Roberto Serra, sócio e gestor da Absolute Invest.

Para ele, a resistência da divisa em um dia em que se esperava queda significativa mostra que as cotações podem buscar novos tetos informais, acima dos R$ 3,35.

Um dos principais fatores de pressão no dia foi a influência do cenário internacional, onde o dia foi de fortalecimento generalizado do dólar e de ganhos também nas bolsas de Nova York. Operadores citaram alguma tensão na expectativa pela divulgação do relatório de empregos dos EUA, hoje.

No front doméstico, o resultado do julgamento de Lula também não gerou o entusiasmo esperado nos mercados.

Já os juros futuros encerraram o turno regular em queda. O DI para janeiro de 2019 fecharam a 6,245% ante 6,249% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2020 fechou a 7,040% ante 7,122% e o DI para janeiro de 2021 fechou a 8,020% ante 8,123% e para janeiro de 2025 fechou a 9,560% ante 9,662%.

 

 

Fonte: Diário Comércio, Indústria & Serviços

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