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- 11/11/2017 - 15:55
Capital: inflação de 0,41% é a maior desde março

Preços devem continuar subindo até o fim deste ano. IPCA acumula alta de 1,89% no ano e de 2,63% em 12 meses

Fortaleza/Brasil. Após deflação em agosto e leve variação de 0,16% em outubro, o consumidor fortalezense voltou a ver a inflação de Fortaleza ganhar mais força em outubro. De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que mede oficialmente a movimentação dos preços na Capital e Região Metropolitana subiu 0,41% no período – maior alta desde março deste ano, quando os preços avançaram 0,66%.

A variação deve continuar positiva nos próximos meses, seguindo uma tendência nacional, de acordo com o economista Alex Araújo. Ele explica que, como o índice para o País em 12 meses ainda está abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central, o governo acaba permitindo a elevação dos preços em algumas categorias que estavam com “alta embargada para controlar a inflação”.

“No acumulado de outubro do ano passado até igual período de 2017, o Brasil registra variação de 2,70%, enquanto o BC quer terminar o ano com inflação entre 3,5% e 4%”, detalha o economista. Em Fortaleza, o índice acumula variação de 1,89% nos dez primeiros meses de 2017 e de 2,63%

“Os preços devem subir mais ainda. E isso é ruim principalmente para o consumidor, porque enquanto a alta se dilui e impacta pouco na média da inflação brasileira, atinge as pessoas individualmente com muito mais força. Cada um tem uma inflação própria que é bem diferente do que a QUE gente calcula para um País ou cidade inteira”, afirma o economista Alex Araújo.

Os alimentos correspondem às principais elevações no resultado por subitem de outubro. As variações mais expressivas foram encontradas no maracujá (30,54%); batata-inglesa (19,55%); passagem aérea (14,72%); laranja-pera (11,33%) e o tomate (7,71%).

“O grupo dos alimentos é o que mais pesa na inflação, então o reajuste nos preços estava sendo segurado. Como já estamos próximos ao fim do ano e ainda há uma certa gordura até a meta, a elevação começou a ser liberada”, esclarece Alex. O economista ressalta ainda que uma inflação abaixo do que é previsto também não é bom para a economia, assim como uma taxa acima da meta não é.

Deflações

Em contrapartida aos crescimentos, quatro dos cinco produtos que mais caíram em outubro também são do grupo de alimentação e bebidas. O destaque é o feijão-mulatinho, que ficou 17,74% mais barato. Também apresentaram reduções significativas a banana prata (-10,70%) e o alho (-9,46). No grupo dos Transportes, a deflação destaque ficou por conta do subitem seguro voluntário de veículos, com baixa de 8,13%.

Brasil

De setembro para outubro, a inflação no Brasil subiu 0,42%. Com o resultado, o índice acumulado nos primeiros dez meses do ano ficou em 2,21%, menor a menor resultado acumulado em um mês de outubro desde os 1,44% de outubro de 1998. A alta é 3,57 pontos percentuais inferior à acumulada em igual período de 2016 (5,78%). Os dados divulgados pelo IBGE indicam ainda que a inflação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses ficou em 2,7%, resultado superior aos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, o IPCA havia registrado variação de 0,26%.

A aceleração entre os meses de setembro e outubro é decorrente do custo da energia elétrica, que subiu, em média, 3,28% no mês, em razão da adoção da bandeira vermelha por parte do governo federal.

INPC

A inflação em outubro subiu menos para as famílias que tem menor rendimento familiar – de um a cinco salários mínimos. Medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a alta da inflação para as famílias nesta faixa de renda foi de 0,37%, resultado 0,05 ponto percentual menor do que o IPCA. Em Fortaleza, o INPC foi levemente maior que o IPCA: 0,43% em outubro.

O INPC no País agora acumula, de janeiro a outubro, alta de 1,62%, abaixo dos 2,21% do IPCA em igual período.

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios/capital-inflacao-de-0-41-e-a-maior-desde-marco-1.1849440

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