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- 06/11/2018 - 09:41
Brasil ultrapassa marca de 14 GW em capacidade instalada de energia eólica

O Brasil ultrapassou a marca de 14 gigawatts (GW) de capacidade instalada de geração de energia eólica. Atualmente, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o País chegou ao patamar de 14,38 GW com o Ceará como o terceiro maior polo do País no número de usinas e na potência. 

Ao todo, o Estado é responsável pela geração de 2.049,9 megawatts (MW), a partir de 80 usinas eólicas. O Ceará ficou atrás apenas da Bahia, com 3.525,0 MW e 133 usinas, e do Rio Grande do Norte, com 3.949,3 MW e 146 usinas. 

“Gosto sempre de lembrar que o Brasil passou do 15º lugar no Ranking de Capacidade Instalada de energia eólica em 2012 para a oitava posição no ano passado, segundo o Global Wind Energy Council. Também é importante mencionar que, no ano passado, a Bloomberg New Energy Finance estimou o investimento do setor eólico no Brasil em US$ 3,57 bilhões (R$ 11,4 bilhões), representando 58% dos investimentos realizados em renováveis no País (eólica, solar, biomassa, biocombustíveis e resíduos, PCH e outros). Considerando o período de 2010 a 2017, o investimento já passa dos US$ 30 bilhões. Estes são alguns dos dados que mostram a importância do setor eólico, nossa capacidade de crescer, fazer investimentos e trazer benefícios para o Brasil”, explica Elbia Gannoum, Presidente Executiva da ABEEólica.

Segundo a ABEEólica, a fonte eólica tem mostrado um crescimento consistente, passando de menos de 1 GW em 2011 para os 14,38 GW indicados pelo último levantamento da instituição. Em média, a energia gerada pelas usinas eólicas brasileiras equivale ao consumo residencial médio de cerca de 26 milhões de habitações (80 milhões de pessoas).

No Nordeste, os recordes de atendimentos de carga já passam dos 70%. O dado mais recente de recorde da Região é do dia 13 de setembro deste ano,  quando 74,12% da demanda energética foi atendida por usinas eólica, com geração média diária de 7.839,65 MWmed e fator de capacidade de 76,58%. 

“Sobre novas contratações e sobre o futuro da energia eólica, acho sempre importante explicar que nossa matriz tem a admirável qualidade de ser diversificada e assim deve continuar. Cada fonte tem seus méritos e precisamos de todas. É preciso que isso fique claro. Do lado da energia eólica, o que podemos dizer é que a escolha de sua contratação faz sentido do ponto de vista técnico, social, ambiental e econômico, já que tem sido a mais competitiva nos últimos leilões. Além disso, acreditamos ser uma escolha lúcida quando se tem ideais de uma sociedade mais justa e de um futuro mais sustentável e de respeito à natureza”, explica Elbia Gannoum.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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