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- 03/09/2018 - 11:29
Brasil terá dólar mais caro, PIB menor e inflação maior em 2018, aponta Boletim Focus

SÃO PAULO – Na esteira dos números mais recentes da economia, a expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,47% para 1,44%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,50%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

No fim de julho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano.

Na última sexta-feira, 31, foi a vez de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que o PIB cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre, em função dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e junho. No primeiro semestre, a alta acumulada foi de 1,0%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 foi alterada de alta de 2,61% para elevação de 2,43%. Há um mês, estava em 2,85%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,00% para 2,89%, ante 3,00% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 permaneceu em 54,25%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa foi de 57,40% para 57,60%, ante os 57,70% de um mês atrás.

Câmbio
O relatório também mostrou mudança no cenário para a moeda norte-americana em 2018. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano passou de R$ 3,75 para R$ 3,80, ante os R$ 3,70 verificados há um mês.

Para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano permaneceu em R$ 3,70, igual a quatro pesquisas atrás.

Déficit primário/PIB
O relatório trouxe hoje manutenção na projeção para a área fiscal em 2018. A relação entre o déficit primário e o Produto Interno Bruto (PIB) este ano seguiu em 2,10%. No caso do próximo ano, foi de 1,50% para 1,55%. Há um mês, os porcentuais estavam em 2,00% e 1,50%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2018 foi de 7,50% para 7,40%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2019, passou de 6,90% para 6,85%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 7,40% e 6,90%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Desde o início de julho, as projeções do mercado para o déficit primário e o déficit nominal são publicadas no Focus.

Inflação
A projeção mediana para o IPCA 2018 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis passou de 4,16% para 4,18%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 34 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 4,11%.

No caso de 2019, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis passou de 4,10% para 4,05%. Há um mês, estava em 4,10%.

As projeções do IPCA que consideram apenas os últimos 5 dias úteis são uma das novidades do novo formato do Focus. As estimativas gerais do IPCA, que seguem fazendo parte do Focus, levam em conta os últimos 30 dias. Conforme o BC, a intenção de divulgar projeções com base nos últimos dias úteis tem como objetivo mostrar um retrato mais tempestivo do indicador de inflação.

Preços administrados
O Relatório de Mercado Focus indicou hoje manutenção na projeção para os preços administrados em 2018. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador este ano seguiu com alta de 7,20%. Para 2019, a mediana passou de elevação de 4,80% para alta de 4,77%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 7,00% para os preços administrados neste ano e elevação de 4,50% no próximo ano.

As projeções atuais do BC para os preços administrados, no cenário de mercado, indicam elevações de 7,2% em 2018 e 4,6% em 2019. Estes porcentuais foram informados no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), em junho.

Selic
Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) para o fim de 2018 e de 2019. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas.

No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, também permaneceu em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,00% para ambos os anos.

No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou a manutenção, pela terceira vez consecutiva, da Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano. Em sua decisão, o Copom afirmou que os indicadores recentes da atividade econômica “refletem os efeitos da paralisação no setor de cargas, mas há evidências de recuperação subsequente”. A instituição também reconheceu que a inflação de junho, de 1,26%, refletiu a greve dos caminhoneiros e “outros ajustes de preços relativos”. No entanto, pontuou que os “dados recentes corroboram a visão de que esses efeitos devem ser temporários”.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2018 seguiu em 6,50% ao ano, igual ao verificado um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic seguiu em 7,75%, ante 7,63% de quatro semanas atrás. No caso de 2020, permaneceu em 8,50% e, para 2021, também em 8,50%. Há um mês, estavam em 8,50% para 2020 e 2021.

 

Fonte: InfoMoney

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