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- 12/05/2017 - 17:22
Brasil está no “inverno”, mas “primavera” pode surgir em setembro, afirma diretor da Fitch

Rafael Guedes, diretor-executivo da Fitch Ratings, fez um paralelo com as estações do ano para explicar a deterioração da economia brasileira

SÃO PAULO – É muito comum economistas usarem analogias futebolísticas ou médicas para explicar a situação econômica do Brasil. Mas nesta sexta-feira (12), o diretor-executivo da Fitch Ratings, Rafael Guedes, foi além e buscou nas quatro estações do ano uma maneira bem interessante de explicar os ciclos que a economia brasileira está vivendo – e como não podia deixar de ser, atualmente estamos vivendo a fase do “inverno”.Guedes esteve no evento realizado pela Amcham e Council of the Americas nesta sexta-feira (12) em São Paulo. Para entender a evolução da economia brasileira desde 2003 e, consequentemente, como isso afetou a percepção do rating para agência de risco, o diretor fez o seguinte paralelo:

Primavera/Verão (2003 – 2011) – políticas macroeconômicas consistentes; lei de responsabilidade consistentes e sendo obedecidas; tripé macroeconômico funcionando; crescimento econômico e reservas internacionais robustas.

Outono (2011 – 2015) – menor crescimento; aumento consistente dos gargalos estruturais; aspectos cíclicos da economia mundial (principalmente China); política econômica expansionista e intervencionista que prejudicou as contas do governo.

Isso tudo levou para uma redução sistemática do superávit primário, e, portanto, impactando negativamente na dinâmica da dívida pública.

Inverno (2015 – até agora) – déficits nominais crescentes; crescimento das incertezas políticas; falta de reformas econômicas; deterioração das contas públicas; forte aumento da dívida pública. Na temporada de inverno, a agência de classificação de risco rebaixou o rating brasileiro por três oportunidades em 9 meses.

Do inverno para a primavera em setembro?
Na visão de Guedes, a recuperação econômica brasileira ainda é lenta, mas existem os primeiros raios de luz do final de setembro. Olhando para os dados econômicos, a queda da inflação e do ritmo de fechamento de postos de trabalho animam o diretor-executivo, que ainda destaca as reformas em andamento, “equipe econômica com credibilidade” e a recuperação da confiança.

Mas, para que o rating sofra alguma alteração positiva, o Brasil precisa frear o ritmo do endividamento, que ainda está elevado frente aos pares. Sobre isso, Guedes elogiou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Gastos, que estabeleceu o teto dos gastos públicos.

Fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/6458490/brasil-esta-inverno-mas-primavera-pode-surgir-setembro-afirma-diretor

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