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- 17/04/2019 - 08:19
As empresas que podem fazer IPO em 2019

Após um primeiro trimestre sem nenhuma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a SBF, dona da Centauro, fará a primeira estreia do ano na Bolsa nesta quarta-feira (17).

A Centauro conseguiu captar R$ 772,2 milhões, precificando suas ações a R$ 12,50 cada. Segundo documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o IPO tem como objetivo obter capital para abrir e reformar lojas e amortizar parte de sua dívida. Ao todo a Centauro tem mais de 192 lojas em 97 cidades brasileiras, além de um e-commerce.

Apesar do vazio de IPOs até aqui, analistas acreditam que o cenário para os próximos meses é positivo. “Era esperado que nada avançasse no primeiro trimestre, por conta do cenário político. As ofertas devem se concentrar entre o segundo e terceiro trimestre”, afirma André Rosenblit, diretor de renda variável do banco Santander.

O banco estima que cerca de 20 empresas abrirão abrir capital neste ano. A B3, bolsa brasileira, estima que, entre IPOse ofertas subsequentes (follow on), haverá cerca de 30 operações em 2019. Por enquanto, entre notícias na imprensa e empresas que já entraram com pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a lista conhecida chega a 15 empresas.

O InfoMoney reuniu informações públicas para listar, a seguir, as empresas que podem seguir o mesmo caminho que a SBF e abrir o capital na B3 neste ano.

1 – Vamos

A locadora de veículos pesados Vamos, subsidiária da JSL, entrou com pedido de registro na CVM para o IPO, em um processo que envolverá a venda de papéis primários e secundários (vendidos pela JSL).

A Vamos tem como principal linha de negócio a locação de caminhões, máquinas e equipamentos agrícolas com contratos de longo prazo, que atendem clientes dos setores de agronegócio, energia, transporte e alimentos.

No fim de 2018, a companhia tinha um total de 10.862 ativos locados. Seu faturamento em 2018 foi de R$983 milhões, alta de 46% em relação a 2017. O lucro líquido totalizou R$116 milhões em 2018, representando um crescimento de 25% em relação ao ano anterior.

2 – Neoenergia

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou, no início de abril, que a companhia vai vender sua participação na Neoenergia por meio de um IPO. A expectativa de Novaes é de que a negociação ocorra ainda no primeiro semestre. O BB tem uma participação de 9,34% na Neoenergia, e a Previ, fundo de pensão dos funcionários do banco, é dona de 38,21% da companhia. O restante da empresa pertence ao grupo espanhol Iberdrola.

A Neoenergia iniciou um IPO em 2017, que acabou sendo cancelado por não atrair investidores para a faixa de preços definida, de R$ 15,02 a R$ 18,52.  Em 2018, a companhia lucrou R$ 1,6 bilhão — quatro vezes mais do que no ano anterior.

A empresa atua em todos os segmentos de energia no Brasil. Possui quatro distribuidoras (Coelba, Celpe, Cosern e Elektro), com 13,7 milhões de clientes. Em geração, a capacidade total é de 4.514 megawatts. No segmento de transmissão, entre o que já opera e o que está em construção, a companhia tem portfólio de 5.332 km de linhas de transmissão.

3 – Blau Farmacêutica

A Blau farmacêutica adiou o IPO inicialmente previsto para o ano passado. Em 2018, a empresa havia divulgado que seu objetivo era captar entre R$ 650 milhões e R$ 1 bilhão. A especialidade da Blau são medicamentos de alta complexidade, como oncologia, nefrologia, hematologia, infectologia, entre outros. Em 2018 a empresa faturou R$ 782 milhões — o maior valor de sua história — e o lucro totalizou R$ 123 milhões (alta de 19,5% na comparação com o ano anterior). Segundo analistas, a empresa aguarda uma melhora no mercado para fazer seu IPO.

4 – Tivit

O grupo de tecnologia da informação Tivit tem seu processo de oferta de ações secundárias em análise na CVM. A companhia é controlada pela empresa britânica Apax Partners LLP. A Tivit fornece serviços de computação em nuvem e infraestrutura de tecnologia da informação para 2.000 empresas em mais de 10 países da América Latina. Nos nove primeiros meses de 2018 (últimos dados disponíveis) a companhia teve um faturamento de R$ 1,16 bilhão e um lucro líquido de R$ 93,4 milhões — alta de 30,26%.

5 – Agibank

Em entrevista recente à revista Exame o diretor financeiro do Agibank Paulino Ramos Rodrigues disse que a companhia está “com tudo pronto” para um IPO, aguardando “a volta dos estrangeiros que só virão quando houver maior previsibilidade fiscal”. A previsão é que o IPO do banco aconteça entre o fim deste ano e o início de 2020. O banco espera captar cerca de R$ 2,5 bilhões para investir em tecnologia, promover abertura de agências físicas e até mesmo adquirir concorrentes.

6 – Ri Happy

Mais um IPO que foi frustrado em 2018, a Ri Happy deve ser mais uma oferta de ações retomada em 2019, segundo analistas. Controlada pelo fundo private equity Carlyle desde 2012, a Ri Happy estudava uma oferta de cerca de R$ 860 milhões por até 80% da empresa. Em 2017, a varejista de brinquedos faturou R$ 1,7 bilhão (4% a mais que o ano anterior) e lucro R$ 16,3 milhões.

7 – Caixa Seguridade

Segundo Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica federal, informou à imprensa, a oferta de ações da Caixa Seguridade deve acontecer até dezembro. Em 2015, a subsidiária chegou a estruturar a abertura de capital, mas o mercado não aceitou pagar o preço que a Caixa queria. A Caixa Seguridade teve lucro líquido de R$ 1,477 bilhão em 2018, alta de 13,8% em relação a 2017. Sua participação de mercado ficou em 9,% no ano passado, ante 8,1% no ano anterior.

8 – Caixa Cartões

Segundo Pedro Guimarães, presidente da Caixa, a subsidiária de cartões também deve ir a mercado. Seu valor, segundo o Itaú BBA, é de R$ 6,7 bilhões. Na última divulgação de resultados do banco, Guimarães afirmou que a Caixa tem mais de 96 milhões de cartões de débito e apenas 5 milhões de cartão de crédito.  

9 – BBDTVM

A maior gestora do país, BBDTVM, deve ser outra estatal com parte de suas ações oferecidas ao mercado. O presidente do Banco do Brasil, Rubens Novaes, já declarou publicamente que cogita fazer uma abertura de capital da BBDTVM ou partir para uma parceria, mas sem abrir mão do controle da subsidiária. Segundo analistas, a gestora de fundos do Banco do Brasil tem valor total de mais de R$ 21 bilhões.

 

Fonte: InfoMoney

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