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- 01/10/2019 - 07:00
Ainda vale a pena comprar eletrônicos no exterior?

Viajar é mais do que lazer para muitas pessoas. Quem vai, especialmente para os Estados Unidos, sempre acaba seduzido pelos preços dos eletrônicos. Produtos como notebooks, celulares e até desktops, bem como, mais recentemente, relógios inteligentes, pulseiras fitness e câmeras esportivas como as GoPro, além de drones são sempre buscados por brasileiros.

O problema é que, desde a segunda quinzena de agosto, o dólar não parou mais de subir e ficou acima do patamar de R$ 4. Na última sexta-feira (27), a moeda fechou cotada a R$ 4,15. Isso significa que a desvalorização do real está impactando nas viagens e nas compras. E aí surge a questão: ainda vale a pena comprar eletrônicos no exterior? A resposta é: depende.

Se o consumidor pensar em produtos da gigante Apple, ainda vale a pena. Tanto em relação aos lançamentos, quanto aos produtos de um ou dois anos atrás. Ambos continuam muito caros no Brasil. A vantagem se sobrepõe mesmo quando levamos em conta que no exterior, geralmente, compramos à vista e aqui podemos parcelar.

No Brasil, o valor de equipamentos como iPhones, Apple Watches, MacBooks e iMacs, além de acessórios da “Maçã”, ainda é desanimador.

E os outros eletrônicos? É o caso de avaliar. Não é indicada a compra de notebooks de outras marcas. O preço, em relação ao que compramos aqui, não oferece grande vantagem. E ainda existe a questão do imposto a pagar. Então, a não ser que se consiga um desconto superior a 30%, o melhor é comprar o produtor por aqui mesmo.

Celulares

Antes de comprar, é preciso saber se o produto é, pelo menos, 30% mais barato que no Brasil e, ainda, se tem garantia válida no País. Com garantia e bom desconto, vale a pena comprar. Caso contrário, não. Quanto aos demais produtos, é preciso analisar caso a caso.

Drones, smartwatches, pulseiras inteligentes e videogames, por exemplo, devem ser verificados, levando-se em conta os preços cobrados no Brasil. É preciso considerar a garantia mundial. Trata-se de um item importante, afinal, é fundamental ter um suporte pós-venda. É bom lembrar que se trata de produtos com valores altos, mesmo com o desconto “gordo” oferecido no exterior.

Garantia mundial

Então, além do preço mais baixo, ficar de olho em serviços oficiais de garantia mundial é fundamental para que o barato não se transforme em uma cilada. Saber quem fornece esse serviço é vital.

A Apple oferece garantia mundial de um ano para os computadores, celulares, relógios e outros produtos, desde que eles sejam comercializados no País de origem, no caso, o Brasil.

O serviço também é ofertado pela Lenovo. Porém, não para todas as linhas. Os notebooks Yoga e ThinkPad têm garantia mundial. As demais linhas, como a Ideapad, só dispõem de garantia no país de origem. No caso de produtos com garantia no Brasil, basta acionar o fabricante pelos canais de atendimento para ter o caso analisado, segundo a assessoria da marca. No link https://lnv.Gy/2mlEZF0 é posssível verificar a garantia dos produtos pelo número de série. Também constam os contato para assistência.

Já a Dell oferece três tipos de garantias aos clientes: Básica, Premium e Premium Plus. Independentemente do modelo obtido, é possível que o usuário transforme o produto internacional em nacional para ter a garantia da marca.

Quem mora fora do Brasil e compra um notebook com uma garantia básica, pode transferir a garantia ao voltar ao País. Entretanto, a partir da garantia Premium, o cliente tem uma cobertura global do produto, sem a necessidade de transferi-la. Segundo a Dell, o consumidor tem a possibilidade de renovar qualquer garantia.

“Um grande diferencial é que, inclusive no varejo, o cliente pode contratar a cobertura básica. Desse modo, quem adquire um produto em qualquer loja parceira terá uma cobertura específica de hardware e suporte direto no site da Dell, por meio de chat, telefone ou WhatsApp. Além disso, diagnosticado que o reparo é necessário, o cliente poderá receber esse suporte no local onde está ou, se preferir, enviar o produto pelos correios”, garante a assessoria da empresa.

Outras marcas como Motorola, Samsung e Asus não dão suporte no País a nenhum de seus produtos comprados no exterior. O Procon de São Paulo, no entanto, questiona o procedimento. Segundo o órgão, “se a empresa tem um representante no Brasil e disponibiliza o mesmo produto no País e se a compra é regular (com nota fiscal), essa empresa deveria disponibilizar a garantia para os produtos”.

Garantia estendida

Muitas vezes o consumidor desiste de comprar o produto eletrônico no exterior e resolve adquiri-lo aqui no Brasil, atraído por parcelamentos de até 12 vezes sem juros. Nesse caso, é comum ficar tentado a contratar uma garantia estendida. Mas é bom saber como funciona esse aditivo para decidir se o investimento vale mesmo a pena.

Garantia estendida, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), tem como objetivo fornecer ao segurado (comprador), facultativamente e mediante o pagamento de prêmio, a extensão temporal da garantia do fornecedor de um bem adquirido e, quando prevista, sua complementação.

A operação de garantia estendida, informa a Susep, possui os cinco elementos básicos do seguro que são o risco (possibilidade de o evento aleatório ocorrer acarretando prejuízo ao consumidor do produto), o segurado (dono da mercadoria – consumidor final – pessoa física ou jurídica que possui interesse econômico no bem exposto ao risco), o segurador (pessoa jurídica que assume o risco – empresa legalmente constituída para assumir e gerir conjuntos de riscos, obedecidos aos critérios técnicos e administrativos específicos), o prêmio (pagamento efetuado pelo segurado ao segurador) e a indenização (reparação do prejuízo).

“A garantia estendida é uma modalidade de seguro, pago pelo consumidor, regulamentado pela Susep. Consiste na manutenção do produto adquirido após o vencimento da garantia legal ou garantia contratual. O consumidor deve ficar atento para os termos da garantia e o início da sua vigência. O produto só estará segurado a partir da vigência da garantia estendida e naquilo que está devidamente descrito na apólice e nas condições gerais, ou seja, o produto poderá ter cobertura apenas em parte, como por exemplo, somente o celular, não a bateria”, informa o Procon-SP.

Finalidades

O termo da garantia estendida poderá assegurar, para fins de indenização, o pagamento em dinheiro ou a substituição do produto, caso não seja possível o seu conserto em até trinta dias corridos; desde que a apólice seja de “Extensão de Garantia – Original” ou “Extensão de Garantia – Original Ampliada”, como determinam as Resoluções 122 e 146 da Susep.

Se a apólice contiver a expressão “Extensão de Garantia – Diferenciada”, só caberá a troca do produto ou a devolução do valor se houver previsão nos termos da garantia estendida. Por fim, vale ressaltar, que o consumidor não é obrigado a contratar a garantia estendida. Assim, a sugestão é que leia atentamente o contrato antes de assiná-lo, verificando se a garantia estendida atenderá às suas necessidades. O consumidor que tiver reclamação pode procurar o Procon de sua cidade para buscar uma solução.

Fonte: Diário do Nordeste

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