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- 30/05/2017 - 18:10
Ação recomendada no Visão Técnica salta 2% e bate recorde na bolsa; Vale tem 4ª alta seguida

SÃO PAULO – O Ibovespa operou em modo de cautela nesta terça-feira (30), com investidores no aguardo de sinalizações mais claras para a crise política que se instalou no país há duas semanas. O principal índice de ações da bolsa fechou em alta de 0,32%, a 63.967 pontos, entre a queda dos bancos e Petrobras e a alta das ações da Vale e siderúrgicas.

Do lado positivo, chamou atenção ainda a ação da RD, ex-Raia Drogasil, que saltou 2% e renovou máxima histórica nesta sessão. Uma das recomendações do Visão Técnica, a ação acionou hoje uma compra indicada pelo analista Igor Rodrigues, da Clear Corretora, na última sexta-feira (veja aqui).  

Confira abaixo os principais destaques de ações desta terça-feira:

Papel e celulose
As ações do setor de papel e celulose – Fibria (FIBR3, R$ 37,60, -0,66%) e Suzano (SUZB5, R$ 15,51, -1,52%) – tiveram dia de correção após forte alta dos últimos dias. O movimento ocorre apesar da alta dos preços da celulose, escalada recente do dólar e avalanche de relatórios positivos sobre as empresas. 

Nesta terça-feira, a consultoria Foex divulgou os dados semanais dos preços da celulose, mostrando forte alta de 2,37%, para US$ 645 a tonelada, na China e avanço de 0,53%, para US$ 796,70 a tonelada, na Europa. Segundo o Credit Suisse, o movimento reforça visão construtiva para o setor e deve dar suporte para o “momentum” das ações. O banco reforçou a Suzano como sua “top pick”. 

Veja mais: Fibria x Suzano: quem ganharia mais em uma eventual compra da Eldorado?

Ontem, o Santander revisou o setor de papel e celulose, elevando Fibria e Suzano de manutenção para compra, com preços-alvos respectivos de R$ 43,00 e R$ 17,00, ante R$ 35,00 e R$ 15,00. Já a Klabin (KLBN11, R$ 17,17, -0,17%) teve a recomendação reduzida para manutenção pelo banco, com o preço-alvo caindo de R$ 20,00 para R$ 18,00.

Petrobras (PETR3, R$ 14,17, -1,32%; PETR4, R$ 13,36, -1,55%)
As ações da Petrobras acompanharam os preços do petróleo e fecharam em queda nesta sessão. No mercado internacional, os contratos futuros do petróleo Brent registravam queda de 0,78%, a US$ 51,88 o barril, enquanto os contratos do WTI recuavam 0,34%, a US$ 49,63 o barril. 

RD, ex-Raia Drogasil (RADL3, R$ 72,19, +1,96%)
As ações da RD subiram 2% e renovaram máxima histórica nesta terça-feira. Com a alta, os papéis acionaram hoje uma recomendação de compra feita no último “Visão Técnica” (veja aqui). A indicação foi dada pelo analista Igor Rodrigues, da Clear Corretora, que também indicou uma entrada nas ações da Vale (o gatilho de compra foi acionado ontem). 

Conforme comentado no programa, a operação em RADL3 deu entrada no patamar dos R$ 71,01, com alvo nos R$ 93,00, o que representaria um potencial de valorização de 30,9%. O “stop loss” fica nos R$ 66,34.

Segundo Rodrigues, a ação mostra com muita clareza que não sentiu a crise e que caminha pelos seus próprios fundamentos. “Essa é uma operação de rompimento de topo histórico e temos como exemplo a Magazine Luiza, que traz o mesmo cenário, com o papel renovando recordes a cada mês”, comentou. 

Vale (VALE3, R$ 28,60, +1,92%; VALE5, R$ 27,04, +1,54%)
As ações da Vale subiram em pregão sem referência dos preços do minério de ferro, por conta do feriado na China que mantém os mercados fechados por lá. Esse foi o quarto pregão seguido de alta da mineradora, que acumulou no período ganhos de 4%. 

Acompanharam o movimento positivo as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 19,90, +2,68%) – holding que detém participação na Vale – e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 9,94, +1,33%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,54, +0,89%). A Usiminas (USIM5, R$ 4,09, 0,0%) e CSN (CSNA3, R$ 7,18, 0,0%) fecharam estáveis.  

A ação da Vale foi uma das recomendações do “Visão Técnica” da última sexta-feira. Na ocasião, o analista Igor Rodrigues, da Clear Corretora, comentou que, se ultrapassasse o patamar dos R$ 26,30 (rompido nesta sessão), a ação abriria compra na bolsa, com potencial de alta até os R$ 30,00, ou ganho de 14% (veja aqui). A ação foi também uma das indicações da última segunda-feira da Arena do Investidor, dos analistas da XP Investimentos. A entrada da operação ocorreu nos R$ 26,80, com alvo nos R$ 29,65.

Veja mais: Os desafios são grandes, mas a Vale está em boas mãos; analistas “sabatinam” novo CEO

Minerva (BEEF3, R$ 10,91, +1,87%)
O Credit Suisse aponta que a Minerva teve uma performance fraca na bolsa este ano e já acumula uma queda de 11% em 2017, principalmente em função de uma redução no volume de carne bovina exportada do Brasil, apreciação do real e um mercado domestico complicado. O banco revisitouo case e ficou com a impressão de que alguns destes fatores podem ser revertidos e com uma visão mais otimista para os próximos meses, reiterando o outperform e estabelecendo como novo preço-alvo R$ 13 por ação. 

B3  (BVMF3, R$ 18,94, -0,42%)
O Bradesco BBI comentou o anúncio do CMN (Conselho Monetário Nacional) de que investidores estrangeiros podem agora depositar no exterior parte de suas garantias para operar no mercado brasileiro. Assim, esses investidores podem aumentar suas posições, mantendo uma parte das garantias no exterior. 

Os analistas veem essa notícia como um desenvolvimento positivo para B3, apesar das garantias no exterior serem menores do que esperavam, uma vez que os analistas haviam previsto mais do que os 10% anunciados. “Como o limite se aplica à garantia total (e não a um limite de 10% por investidor), alguns investidores podem, de fato, deter uma percentagem maior de garantias fora do Brasil, aumentando a sua alavancagem e potencialmente aumentando os volumes de negociação. Vemos o potencial para um aumento de 5-10% nos volumes de futuros provenientes de tal medida”, afirmam. A recomendação para o papel segue outperform, com preço-alvo de R$ 23,00. 

Kroton (KROT3, R$ 14,78, -0,27%) e Estácio (ESTC3, R$ 17,60, -0,28%)
Ainda sobre educacionais, o Estadão informa que, com a expectativa de que o julgamento da fusão entre a Kroton e a Estácio possa ocorrer em junho, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) endureceu as negociações relativas à operação que criará uma líder isolada no setor de educação.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o órgão antitruste aumentou o rol de ativos que terão que ser vendidos – a nova companhia terá de se desfazer de 1 em cada 10 alunos. Além disso, o tribunal pretende impor metas de qualidade para os cursos do novo grupo.

Fleury (FLRY3, R$ 57,26, -1,07%)
Após encontro com a gestão da Fleury, os analistas do Itaú BBA mantiveram visão positiva para a companhia e seguem com recomendação outperform, mas reduziram o preço justo de 2017 para R$ 66,00 por ação após esclarecimentos sobre os planos de expansão e atualização dos projetos em curso. “Estamos reduzindo nossas estimativas substancialmente para refletir uma expansão das lojas mais linear por ano, bem como uma menor margem EBITDA”, apontam os analistas do banco.

Log-In (LOGN3, R$ 3,63, -0,82%)
A Log-In informou que Eduardo Bartolomeo foi eleito presidente do Conselho de Administração da companhia. 

São Carlos (SCAR4, R$ 30,00, +0,33%)
A São Carlos informou que a Top Center vendeu fatia do Edifício Mykonos por R$ 41,3 milhões.

São Martinho (SMTO3, R$ 17,92, -2,77%)
A São Martinho aprovou a abertura de filiais em Goiás e cisão parcial para destinação de terras à Vale do Mogi. 

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