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- 01/10/2019 - 07:00
CE: Indústria demandará 277 mil profissionais capacitados até 2023

Um dos setores que demanda os níveis mais altos de inovação, a Indústria deverá requerer a capacitação de 277,5 mil trabalhadores no Ceará até 2023. Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o setor ainda deve requerer maior versatilidade de seus operários, colocando em alta cursos de áreas transversais, que podem atuar em diferentes frentes.

Na formação técnica (indicada principalmente para matriculados e egressos do ensino médio), a indústria demanda a formação de 11,6 mil profissionais em áreas transversais no Estado. Além disso, os segmentos de informática (6,37 mil), energia e telecomunicações (6,31 mil), têxtil (5,4 mil) e eletroeletrônica (3,7 mil) também estarão em evidência nos próximos quatro anos, segundo o Senai.

Entre as funções propriamente ditas, as que precisarão de mais profissionais dentro e fora da indústria são as de técnico em operação e monitoração de computadores (4,3 mil), técnico de planejamento e controle de produção (3,7 mil), colorista (3,1 mil), técnico em eletricidade e eletrotécnica (3 mil) e supervisor da indústria têxtil (2,1 mil).

Qualificação

Já no segmento de qualificação profissional que, segundo o Senai, inclui cursos indicados a jovens ou profissionais que já atuam no mercado de trabalho e que buscam desenvolver novas competências e capacidades, as áreas com maior demanda até 2023 são confecção e vestuário (13,3 mil), metalmecânica (11,5 mil), alimentos (8,1 mil), energia e telecomunicações (6 mil) e química, petróleo, gás e fármacos (4,6 mil).

Os cargos que devem ser mais ofertados são operador de máquina para costura (11,7 mil), mecânico de manutenção industrial (4,4 mil), padeiro e confeiteiro (4,2 mil), operador de instalações e máquina de produtos plásticos (4,1 mil) e instalador e reparador de linhas e cabos elétricos, telefônicos e de dados (3,7 mil).

Redução de déficit

O diretor regional do Senai Ceará, Paulo André Holanda, destaca que, em 2016, a entidade já havia realizado igual levantamento, que indicou a necessidade de capacitar 380 mil pessoas no Estado até 2018, volume que reduziu para os atuais 277 mil a serem qualificados até 2023.

“É uma diferença de mais de 100 mil pessoas. Isso é fruto do trabalho que a instituição vem realizando, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e as escolas profissionalizantes do Governo do Estado”, afirma.

Holanda ressalta que, nos últimos cinco anos, mais de 220 mil pessoas no Ceará foram qualificadas pelo Senai em diversas modalidades. Ele destaca que os setores da construção civil (que avalia já esboçar reação), de vestuário e calçados (grandes empresas instaladas no Estado), e metalme-cânica (demanda da Siderúrgica) vão buscar mais profissionais nos próximos anos.

“Nós, através do ex-presidente da Fiec (Federação das Indústrias do Ceará), Beto Studart, conseguimos R$ 15 milhões com a CNI (Confederação Nacional da Indústria), que já estão sendo investidos nos cursos de qualificação. No próximo ano, já teremos 120 novos cursos no portfólio, já adiantando essa demanda diferente propiciada pelo avanço tecnológico e pelas mudanças no setor produtivo”, afirma o diretor.

Holanda ainda pontua que a indústria 4.0 desemprega em alguns setores e emprega em outros. “Ela impulsiona o empreendedorismo, as startups, as novas profissões que vão surgindo com os avanços tecnológicos. Por isso, é tão importante aliar a inovação com a educação, porque sem o conhecimento técnico, os profissionais não aumentam sua produtividade, e a indústria não fica competitiva em relação às multinacionais”.

Como forma de guiar o leque de cursos ofertados, o Senai Ceará produziu o Mapa do Emprego Industrial, que estima o número de profissionais que deverão precisar se capacitar até 2023 e quais as áreas mais demandadas

Fonte: Diário do Nordeste

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